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Plenária dos Conselhos de Saúde reafirma defesa do SUS

Saúde

Conselheiros de saúde de todo o país iniciaram nesta quarta-feira (4) a 21ª Plenária Nacional de Conselhos de Saúde, Entidades e Movimentos Sociais e Populares, em Brasília. A plenária reúne mais de mil participantes para defender avanços para o Sistema Único de Saúde (SUS).

O presidente do Conselho Nacional de Saúde e da Federação Nacional dos Farmacêuticos, Ronald Ferreira dos Santos, avalia que a plenária reforça a atuação dos conselheiros a favor da saúde pública. “Estamos em defesa da vida e da saúde para enfrentar esse momento turbulento na vida nacional”. Para ele, “estão aqui importantes atores no controle social sobre as questões da saúde pública” e complementa, “estamos aqui para construir o entendimento do que acontece no Brasil e juntos resistirmos para que nossos direitos não sejam retirados”.

No final da tarde, um ato com a participação da Frente Parlamentar Mista em Defesa do SUS contou com a presença das deputadas Jandira Feghali (PCdoB) e Zenaide Maia (PHS).

Jandira destacou como preocupante a recente declaração do general Villas-Boas, que ameaçou implantar uma ditadura militar no Brasil caso haja habeas corpus para o ex-presidente Lula no julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF). Para ela, o SUS e as práticas de solidariedade são opostos ao que está acontecendo na política nacional. “Lutar pelo SUS é estar na contramão do que está acontecendo na política do Brasil. Não há democracia, nem solidariedade no que eles estão fazendo. Estamos perdendo direitos pelo individualismo”, criticou.

A deputada destacou ainda os crimes políticos como o assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL), no último mês, no Rio de Janeiro. “Temos tido mais ódio e mais intolerância, estamos com uma imensa dificuldade de gerar encontros. São dores, perdas, choros, assassinatos, execuções. Nesse momento não podemos mais suportar crimes políticos”, lamenta.

A deputada Zenaide criticou a Emenda Constitucional 95/2016, que congela investimentos em saúde e educação até 2036, gerando um prejuízo de R$ 400 bilhões. “Continuem morrendo por mais 20 anos. Foi isso que eles disseram indiretamente ao povo brasileiro. A EC 95/2016 é a maior barbárie. Desmontaram a CLT, estão matando o povo brasileiro, vendendo nosso pré-sal. Antes tínhamos 75% para a educação e 25% para a saúde. Hoje não é mais assim. É de uma frieza e crueldade sem tamanho”, disse.

Nesta quinta-feira (5), tem uma caminhada até o Supremo Tribunal Federal (STF) para entregar o abaixo-assinado “O SUS não pode morrer”, com mais de 50 mil assinaturas, pedindo o veto à Emenda Constitucional 95, que congela os investimentos públicos por 20 anos, inclusive em saúde e educação. A concentração será às 9h em frente ao Ministério da Saúde.

Da redação com agências
Publicado em 05/04/2018

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