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Sexta, 09 Outubro 2015 11:42

Chioro faz balanço de gestão e recebe homenagem do CNS

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Arthur Chioro fez um balanço de seus 20 meses à frente do Ministério da Saúde, durante homenagem prestada a ele pelo Conselho Nacional de Saúde, na tarde desta quarta-feira (07.10). Ele lembra que procurou não faltar a reuniões do CNS porque encara como uma tarefa fundamental de qualquer gestor de manter o contato com os órgãos de controle social.

 

“Quero agradecer a cada conselheiro de saúde e às entidades que representam pela abertura ao diálogo e pelo compromisso radical com o SUS. Dezenas de organizações, vozes de diferentes tons, representando a pluralidade da sociedade brasileira”, diz Chioro, que avalia que a 15ª Conferência Nacional de Saúde será um momento histórico para o SUS.

 

Chioro disse que não se arrepende de ter defendido a necessidade de mais recursos para a Saúde e mostrar que, mesmo com medidas constantes de melhorar os gastos e a administração, é necessário estabelecer uma fonte segura de recursos. “Nunca cai deste canto de sereia de que o problema do SUS é de gestão, mas assumi todos os riscos de mostrar que há um subfinanciamento”, disse Chioro. “Existe um consenso entre gestores e sociedade de que o recurso deve ser gasto de maneira responsável, com transparência e controle social. Entretanto, essa premissa não pode mais ser utilizada para justificar a manutenção do subfinanciamento da saúde”.

 

A presidenta do Conselho Nacional de Saúde, Maria do Socorro de Souza, lamentou que a Saúde Pública tenha sido moeda de troca no que se tem de mais conservador na cultura política brasileira, que é a barganha. “A reação de antigos e novos militantes do SUS foi imediata, expressando indignação, inconformismo e insubordinação à ordem estabelecida”, conta. “Reagimos também com afeto, ainda que na política este sentimento nem sempre nos é permitido expressar, porque carrega ambiguidades de, ora fraqueza, ora fortaleza”.

 

Mais Médicos

 

Em seu balanço das ações desenvolvidas durante os 20 meses à frente do Ministério da Saúde, com destaque para o Programa Mais Médicos, que teve sua consolidação durante a gestão do ex-ministro. Atualmente, 18.240 profissionais atuam em municípios e distritos sanitários indígenas de todo o país, garantindo a ampliação do acesso ao cuidado de saúde na Atenção Básica a mais de 63 milhões de brasileiros. “Hoje um terço dos médicos do programa são brasileiros que passaram a acreditar no Mais Médicos, porque viram na iniciativa uma oportunidade para suas carreiras”, diz.

 

Chioro também ressaltou outros importantes avanços durante sua gestão, como a ampliação do acesso da população e a incorporação de novos medicamentos. Três novas vacinas passaram a ser ofertadas na rede pública de saúde: de prevenção contra o HPV, que previne o aparecimento de câncer de colo de útero; da hepatite A voltada para as crianças; e a DTPa desenvolvida para as gestantes e que previne contra difteria, tétano e coqueluche. Com isso, o país chegou a disponibilizar do SUS 100% das vacinas preconizadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

 

No acesso, tratamento e testagem da Aids, o ex-ministro destacou como grande avanço a recomendação do tratamento para todas as pessoas com HIV positivo, independente da contagem de CD4. O Brasil foi o primeiro país em desenvolvimento a disponibilizar esse acesso em um sistema público de saúde. Outro destaque foi oferta da dose tripla combinada dos medicamentos tenofovir, lamivudina e efavirenz no novo Protocolo Clínico da doença e a implementação da Profilaxia Antirretroviral Pós-Exposição (PEP), que unifica as três formas de prevenção: acidente ocupacional, violência sexual e relação sexual consentida.

 

Outra conquista destacada em seu discurso foi a incorporação de nova terapia para os pacientes diagnosticados com hepatite C. São medicamentos que aumentam as chances de cura e diminuem o tempo de tratamento.

 

O incentivo ao parto normal e o alerta da epidemia de cesarianas que vive o Brasil também foram temas presentes na fala de despedida do ex-ministro. Ele lembrou a parceria com a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) na adoção de medidas para empoderar as mulheres no seu direito de escolha por meio do acesso à informação e, desta forma, assegurar uma escolha consciente na hora do parto.

 

Fonte: CNS
Publicado em 09/10/2015