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Sexta, 04 Dezembro 2015 12:09

Presidente da Fenafar diz que 15ª Conferência une forças políticas e sociais para defender o SUS

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Defender o direito universal à Saúde e o SUS são os principais objetivos da 15ª Conferência Nacional de Saúde, que termina amanhã (4) em Brasília. O evento foi aberto na última terça (1), com a Marcha em Defesa do SUS – Saúde e Democracia e acontece no ambiente político adverso da atual conjuntura. O subfinanciamento do sistema de saúde pública brasileiro é o tema central das discussões entre os participantes do encontro.

 

Para a presidente do Conselho Nacional de Saúde (CNS), Socorro Souza, “a piora dos quadros pelos baixos valores alocados no orçamento federal para atender a aplicação mínima constitucional já não são suficientes para cobrir as despesas compromissadas ou pactuadas com estados e municípios”.

 

O debate gira em torno das reformas necessárias para retomar o crescimento da economia e evitar que o SUS seja entregue ao mercado, por meio da ofensiva conservadora presente na política, que trabalha pela implantação de políticas neoliberais.

 

“Um dos objetivos principais que nós definimos para esta Conferência é aglutinar forças políticas e sociais para defender o SUS, defender o direito constitucional à Saúde, o que está na Constituição, que é dever do Estado. O funcionamento do SUS está ameaçado pela asfixia financeira, não há recursos”, disse o conselheiro nacional de saúde e presidente da Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), Ronald Ferreira dos Santos.

 

Ronald falou ao Portal CTB sobre a Conferência e a participação da federação, filiada à central, no encontro que reúne cerca de 5 mil conselheiros de saúde do País, veja trechos abaixo:

 

Sobre o evento

 

"A Conferência discute o documento orientador, elaborado pelo CNS durante plenárias realizadas em mais de 5 mil municípios, com as principais demandas, preocupações e propostas de cada região. O evento está saindo como esperado, pois conseguiu sintetizar as questões abordadas nos estados e discutir aqui, com ampla participação de todos os delegados.

 

O texto contempla os oito eixos temáticos que a Conferência se propôs a discutir - acesso ao tratamento, direitos, recursos humanos, tecnológicos, financiamento, equidade, integralidade, problemas de gestão. Todos os assuntos estão relacionados à garantia do direito à Saúde e a defesa do Sistema. A tarefa agora é aprovar as principais diretrizes e propostas do SUS para os próximos quatro anos".

 

A participação da Fenafar

 

"A Federação se preparou com afinco. Realizamos 19 eventos preparatórios nos estados, com os sindicatos filiados, elegemos uma delegação e estamos aqui participando com, aproximadamente, 45 delegados - uma representação importante.

 

Trouxemos um conjunto de proposições para apresentar em nome dos farmacêuticos brasileiros. Propomos a estruturação da assistência farmacêutica, a incorporação do farmacêutico como profissional fundamental para integrar a equipe médica, enfim, uma serie de proposições para a categoria, além da questão do financiamento, que é uma bandeira defendida por todos para garantir recursos suficientes".

 

Desafios na atual conjuntura

 

"Estamos diante de uma avalanche conservadora neoliberal que tenta transferir ao mercado e às pessoas a responsabilidade com a Saúde, ou seja, liquidar o direito dos cidadãos ao tratamento gratuito, tirando a responsabilidade do Estado. Esta Conferência contribui com o SUS acumulando forças, reunindo organizações sociais e sindicais para ir a campo, através da política, com pressão no Congresso, pela estruturação de um poder político popular mais amplo, avançado à sociedade, que possa se colocar neste momento em defesa da saúde pública.

 

O desafio hoje não é nem avançar, é manter o que conquistamos. Neste momento, frente a este cenário, a questão não é propor grandes avanços, é mantermos e defendermos o que nós temos e está ameaçado. A ofensiva para liquidar o SUS, os direitos do povo brasileiro, a saúde pública, está aí. A Argentina elegeu um governo com pensamento neoliberal. Aqui no Brasil vemos forças políticas querendo tirar a responsabilidade do Estado, derrubar o vínculo constitucional com Saúde, Educação, se apresentando como alternativa de poder. Portanto, a missão principal da Conferência é unir forças políticas e sociais para defender o que temos hoje".

 

Fonte: CTB
Publicado em 04/12/2015