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Sexta, 11 Dezembro 2015 12:39

Trabalhadores da saúde pública de Goiânia reagem a desmonte com paralisação

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Os trabalhadores estaduais da Saúde decidiram que vão dar um basta no massacre promovido pelo governador de Goiás. Durante assembleia realizada em frente à Secretaria de Estado da Saúde, na manhã desta quinta-feira (10), os servidores definiram uma serie de ações que incluem paralisações das unidades de saúde e protestos em vários pontos da capital com o objetivo de barrar as investidas contra os direitos do funcionalismo público. Os farmacêuticos que atuam no serviço público também participam das atividades e mobilizações.

 

Ficou definido já para a próxima segunda-feira (14), às 8h30, um protesto em frente à Superintendência de Vigilância em Saúde (Suvisa) localizada na Av. 136 no Setor Sul. Já na terça-feira (15), será realizada uma grande manifestação em frente o Palácio Pedro Ludovico Teixeira. O ato será promovido pelo Fórum Goiano em Defesa dos Servidores Públicos de Goiás.

 

O trabalhador está sendo golpeado com o apoio da Assembleia Legislativa por uma série de medidas que afrontam direitos trabalhistas historicamente conquistados. Depois de adiar o pagamento da data-base 2015, suspender o pagamento da segunda parcela do Plano de Cargos e Remuneração (PCR) da Saúde, alterar a lei da previdência, o governador agora ameaça reduzir os percentuais da gratificação de insalubridade e periculosidade.

 

Para a presidenta do Sindsaúde, Flaviana Alves, a farra com os direitos do trabalhador não deixa alternativa, a não ser, a tomada de medidas enérgicas. “Se não reagirmos fortemente, em pouco tempo, estaremos pagando para trabalhar. Está claro que a meta desse governo é acabar o servidor público”.

 

Lorena BaíaA presidenta do Sindicato dos Farmacêuticos de Goiás, Lorena Baía, avalia que o ato foi bastante positivo. “Foi deliberado pela assembleia um plano de resistência contra a retirada dos direitos dos trabalhadores: licença prêmio, quinquênio, data-base, redução da insalubridade. Essa ação vai começar com um grande ato simbólico no dia 15/12 às 8:30, quando faremos um velório na porta do Palácio das Esmeraldas para enterrar a saúde pública goiana. Os trabalhadores paralisarão suas atividades por um dia e comparecerão ao "velório" de perto. Nas redes sociais também faremos uma mobilização e vamos usar a hashtag: #marconicoveiro”, detalha Lorena.

 

Édna de Araújo é servidora e atua como técnica em enfermagem no município de Terezópolis. Ela mora em Anápolis e acreditando na importância da mobilização veio defender seus direitos. “Eu vim especificamente para participar dessa assembleia porque acho que todos os servidores devem se mobilizar. Nós, trabalhadores estamos sendo lesados e precisamos nos defender. Aqueles [deputados] que deveriam ser os fiscais do povo estão na sua maioria do lado do governador”, lamenta.

 

Material distribuído na manifestação

Veja o cronograma de ações:

 

Segunda-feira (14)

Protesto com paralisação em frente à Superintendência de Vigilância em Saúde (Suvisa) na Av. 136, Setor Sul;

Horário: 8h30

 

Terça-feira (15)

Manifestação com paralisação em frente ao Palácio Pedro Ludovico Teixeira

Horário: 8h30

 

Quarta-feira (16)

Protesto com paralisação em frente à Assembleia Legislativa de Goiás

Horário: 14 horas

 

Quinta-feira (17)

Manifestação com paralisação em frente ao Hospital Materno Infantil

Horário: 8h30

 

Sexta-feira (18)

Protesto com paralisação em frente ao Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo)

Horário: 8h30

 

Da redação com SindSaúde-GO
Publicado em 11/12/2015