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Terça, 15 Dezembro 2015 02:00

Jovens profissionais se organizam na CNTU

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CNTU promove protagonismo de jovens profissinais que participaram do seminário “Trabalho, política e cultura – construindo diretrizes e propostas de ações”, realizado no dia 9 de dezembro último, na sede do sindicato dos engenheiros, na Capital paulista.

 

 

A iniciativa significou um marco na organização da CNTU. A atividade foi promovida pelo departamento Jovem Profissional da entidade, com o intuito de ajudar na formulação de políticas públicas e estimular a participação da juventude no movimento sindical. À abertura, o presidente da CNTU, Murilo Celso de Campos Pinheiro, saudou a participação dos jovens de várias partes do País. “Juntos faremos a diferença”, conclamou. E acrescentou: “O nosso futuro é crescer, por isso estamos de portas abertas ao jovem profissional.”

 

A coordenadora nacional do departamento, Marcellie Dessimoni, definiu o seminário como o início da construção de um trabalho da juventude da entidade. “A atividade foi extremamente positiva porque conseguimos a participação de todas as categorias profissionais que compõem a CNTU e de várias regiões do País.” O evento, além de dois painéis na parte da manhã sobre o perfil social dos profissionais e comunicação, contou, no período da tarde, com uma dinâmica específica com a divisão de grupos de trabalho que discutiram o “tripé” do departamento, segundo Dessimoni, trabalho, política e cultura. A partir disso, foram formuladas propostas e diretrizes para o ano de 2016. “Inúmeras sugestões foram levantadas, como a da redução da jornada de trabalho para 30 horas semanais; combate ao assédio moral e sexual, maior participação nos espaços sociais, como nos conselhos profissionais; e a importância do fortalecimento dos direitos humanos para combater a intolerância racial e de gênero.” Outra proposta, informa, é a criação de cinco departamentos regionais da CNTU, contemplando o Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul. “O nosso objetivo é trabalhar com unidade e para que a confederação possa representar cada vez melhor os profissionais, adequando ações e políticas aos jovens e para que se chegue a 2022 com o Brasil que idealizamos.”

 

A abertura do evento foi prestigiada pelos presidentes das federações dos Nutricionistas (Febran), Ernane Silveira Rosas, dos Odontologistas (FIO), José Ferreira Campos Sobrinho e do Sindicato dos Economistas de São Paulo, Pedro Afonso Gomes; e pelos representantes das federações dos Médicos (Fenam) José Antonio Alexandre Romano e dos farmacêuticos (Fenafar) Dalmare Anderson Bezerra de Oliveira Sá.

 

Os sindicatos precisam conquistar o jovem

 

A seguir, declarações de alguns participantes do seminário do dia 9 de dezembro:

 

Dalmare Anderson Bezerra de Oliveira Sá, farmacêutico de Aracaju (SE)

 

“O movimento sindical precisa acordar para o jovem profissional e visualizar nele o seu próprio fortalecimento. Os sindicatos precisam conquistar esse público que, com certeza, vai trazer ideias e dinâmicas novas à ação sindical, com isso todos sairemos ganhando.”

 

Isabela Fernandes, economista do Mato Grosso do Sul

 

“Foi muito importante participar dessa atividade, porque em nosso estado temos uma imensa dificuldade em filiação dos jovens. Discutirmos juntos as nossas dificuldades e definir ações para enfrentá-las sem dúvida vai ajudar a mudar essa realidade. O importante é começar.”

 

Tainara Bastos – coordenadora do Senge (Sindicato dos Engenheiros) Jovem do Acre

 

“Normalmente, o jovem que está na faculdade tem uma visão ruim da política e do trabalho sindical. Por isso, tudo que se discute para quebrar esse muro é fundamental. Precisamos mostrar que o sindicato existe para defender os nossos direitos, para valorizar o profissional no mercado de trabalho.”

 

Glauber Victor de Moraes, cirurgião-dentista de Natal (RN)

 

“A CNTU abre um canal fundamental para o nosso jovem debater não apenas questões específicas da profissão, mas para abrir o horizonte sobre vários outros assuntos importantes, como a saúde e a defesa do SUS (Sistema Único de Saúde), por exemplo.”

 

Fonte: CNTU
Publicado em 15/12/2015