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Segunda, 21 Dezembro 2015 12:13

CTB encerra 15ª reunião da direção nacional e divulga resolução política: "O golpe não passará!"

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Adilson Araújo, presidente da CTB
Após dois dias de reuniões e muita mobilização política, a diretoria nacional da CTB divulgou nesta sexta-feira (18), em São Paulo, a sua última resolução política de 2015. O documento intitulado "O golpe não passará" reafirma a convicção da entidade em lutar contra o processo golpista que vem sendo encaminhado por setores da direita brasileira e elabora uma compreensão mais ampla e profunda da crise capitalista que afeta o Brasil e outras economias emergentes.

 

As lideranças da central concordam e entendem que está em curso uma violenta ofensiva conservadora para reaver o poder político e esta é a principal causa da dimensão que vêm tomando as turbulências econômicas que desestabilizam o Brasil e ameaçam direitos e paralisam a indústria e o crescimento.

 

No documento, enfatizam a necessidade de se punir os agentes envolvidos em casos de corrupção sem deixar que isso afete a "normalidade funcional" das empresas e o nível de empregos no país. Defendem um acordo de leniência, ou seja, seguir com as investigações sem proibir as empresas investigadas de continuarem a prestar serviços.

 

Diz trecho do documento:"Alguns agentes do Estado, sob o manto do combate à corrupção, têm paralisado importantes cadeias produtivas no país. Somente a desvirtuação da operação lava-jato impactou negativamente em 2,5% o PIB brasileiro. Em decorrência disso milhares de empregos estão sendo aniquilados, destacadamente no setor naval, no petróleo e gás, além da construção civil. A CTB defende punição rigorosa para os corruptos e os corruptores, mas não confundimos esses agentes com as estruturas empresariais. Estas precisam retomar a sua normalidade funcional e recompor o nível de empregos no país. Nessa direção, o acordo de leniência é uma necessidade inadiável e urgente como enfatiza o documento 'Compromisso Pelo Desenvolvimento' subscrito pelas centrais sindicais e entidades empresariais."

 

Leia abaixo a resolução na íntegra:

 

15ª Reunião da Direção Nacional da CTB

O GOLPE NÃO PASSARÁ!

 

1. A 15ª reunião da CTB ocorre num cenário no qual as consequências da crise capitalista continuam impactando negativamente a economia mundial e, mais recentemente, as emergentes como a brasileira. Além disso, a nossa região latino-americana e caribenha enfrenta uma nova ofensiva política reacionária que objetiva interromper um importante ciclo progressista conquistado a partir de 1998.

 

2- Nessa quadra política a CTB reafirma sua luta em defesa do estado democrático de direito e contra as tentativas golpistas de promover o impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Considera que o respeito à democracia e à estabilidade institucional do país são essenciais para a disputa pela retomada do crescimento econômico, condição indispensável para assegurarmos o emprego e os direitos sociais do nosso povo, particularmente das trabalhadoras e dos trabalhadores.

 

3- A CTB avalia que a instabilidade política e as turbulências econômicas ao longo do ano de 2015 têm como causa principal o inconformismo da oposição conservadora e reacionária com a quarta derrota eleitoral consecutiva. As tentativas de inviabilizar o mandato presidencial se entrelaçam com o indisfarçável objetivo de retomar o receituário ultraliberal.

 

4- Nesse rumo, constituíram um consórcio oposicionista, com o qual, através da grande mídia, promovem a desestabilização política e o terrorismo econômico. Já alguns agentes do Estado, sob o manto do combate à corrupção, têm paralisado importantes cadeias produtivas no país. Somente a desvirtuação da operação lava-jato impactou negativamente em 2,5% o PIB brasileiro. Em decorrência disso milhares de empregos estão sendo aniquilados, destacadamente no setor naval, no petróleo e gás, além da construção civil.

 

5- A CTB defende punição rigorosa para os corruptos e os corruptores, mas não confundimos esses agentes com as estruturas empresariais. Estas precisam retomar a sua normalidade funcional e recompor o nível de empregos no país. Nessa direção, o acordo de leniência é uma necessidade inadiável e urgente como enfatiza o documento “Compromisso Pelo Desenvolvimento” subscrito pelas centrais sindicais e entidades empresariais.

 

6- Para a elite conservadora trata-se de encerrar o ciclo progressista inaugurado em 2003 e aplicar uma agenda contra os trabalhadores e as trabalhadoras, ameaçando a democracia e a soberania nacional. O retorno desses setores ao poder significaria aplicação de um ajuste recessivo que promoveria o desemprego, o arrocho salarial, a desconstitucionalização de direitos, a privatização de estatais estratégicas, bem como a perda da soberania nacional. Em síntese, jogaria sobre o povo e a classe trabalhadora o ônus da crise, favorecendo dessa forma o sistema financeiro.

 

7- Em função desta realidade, que coloca em risco o futuro do Brasil, a CTB reafirma que a luta política em defesa da democracia adquire centralidade. Rechaçar as maquinações golpistas, ampliar a luta e a unidade das centrais sindicais, do movimento popular, das forças sociais e políticas comprometidas com a democracia e com o país, são imperativos na atual conjuntura.

 

8- Estamos numa disputa na qual os dias valem por anos. A CTB, convicta desta ameaça, atuou com destaque no vitorioso ato contra o golpe realizado dia 16 de dezembro último em todo o país. Uma manifestação democrática que revelou a importância estratégica da unidade política do movimento sindical e social, além de outros importantes setores progressistas do país.

 

9- A recente decisão do Supremo Tribunal Federal acatando uma ação movida pelo PCdoB, derrubou um rito golpista liderado pelo Deputado Eduardo Cunha, presidente da Câmara Federal. Uma importante resolução que preserva a nossa Constituição e corresponde à bandeira democrática expressa nas nossas manifestações de rua.

 

10- Fiel às suas concepções classistas e ao seu programa de defesa do desenvolvimento com valorização do trabalho, a CTB, a central que mais cresce no país, permanecerá na trincheira em defesa da causa democrática, dos direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras e da soberania nacional. Ergue mais vez suas bandeiras de luta e conclama a unidade de todos os que lutam por um Brasil democrático e soberano, e assim reafirma:

 

A democracia vencerá e o golpe não passará!

 

São Paulo, 17 de dezembro de 2015

15ª Reunião da Direção Nacional da CTB

 

Fonte: CTB
Publicado em 21/12/2015