; Servidores da saúde no Acre lutam contra demissões

Servidores da saúde no Acre lutam contra demissões

Fenafar e Sindicato em ação

O Sindicato dos Farmacêuticos do Acre, ao lado de outros sindicatos como o indicato dos Trabalhadores em Saúde do Estado do Acre (Sintesac), o Sindicato dos Enfermeiros e outros está liderando uma mobilização contra a demissão de trabalhadores em função de uma recomendação do Ministério da Saúde para rescindir contratos firmados entre 1995 e 2008 e convocar os aprovados no concurso realizado em 2013.

 

A recomendação do MP é resposta à uma ação movida pelos concursados e que solicita ao governo a rescisão destes os contratos. Se o governo cumprir a recomendação, cerca de 380 pessoas de todas as categorias da saúde perderão seus empregos.

“Nessa lista temos 6 colegas de profissão, sendo 2 farmacêuticos e 4 bioquímicos. Os sindicatos dos servidores do Estado, da Enfermagem e dos Farmacêuticos se uniram para tentar ajudar esses servidores. Nós não somos contra a convocação dos concursados, mas somos contra essas demissões, uma vez que há um deficit muito grande de profissionais de todas as àreas e o futuro será o caos na saúde pública com a saída repentina desses servidores”, explica Isabela Sobrinha, diretora de Assuntos Jurídicos da Fenafar e diretora do Sindicato dos Farmacêuticos do Acre.

O presidente do Sintesac, Adaílton Cruz, destacou a responsabilidade do Governo do Estado, pois em nenhum momento este teria se mostrado sensível em relação aos pais de família que perderão os empregos: “Além disso, não se verifica a menor vontade do governo em contratar os substitutos. Estas ações do governo resultará em uma redução e uma piora nos serviços prestados à comunidade, a qual também vai ser duramente atingida”.

Adaílton destacou que os representantes sindicais repudiam qualquer demissão: “Somos a favor de repor e contratar os aprovados e ampliar as equipes da Saúde, pois as vagas existem e não há a necessidade de demitir servidores com experiência. Convoque os aprovados, mas mantenha os que já estão trabalhando”.

Reunião das entidades com Ministério PúblicoIsabela ressalta que a recomendação do Ministério Público pegou todos os servidores de surpresa. “Muitos estão em tratamento de saúde, de férias e não sabem o que fazer de agora em diante. A preocupaçao dos sindicatos é que o Estado em nenhum momento lutou por esses servidores que possuem contrato de 15, 20 anos e também não está se mostrando disposto a convocar os aprovados para cobrir esses colegas que serão demitidos”.

Ela denuncia, ainda, a falta de transparência nos encaminhamentos. “Os Sindicatos sugeriram ao Ministério Público que fizesse Termo de Ajuste de Conduta (TAC) com a geståo, por pelo menos 6 meses, para que os servidores organizem suas contas e o governo convoque os concursados. No entanto, o Ministério Público disse que estava disposto às negociações, mas que essa iniciativa deve partir da gestão, que tinha que apresentar quais categorias seriam imprescindíveis e que não pderiam ser tiradas sem uma reposição imediata. É o caso dos serviços de oncologia, nefrologia, urgência e emergência e SAMU. Porém, até agora o governo não se manifestou”, diz Isabela Sobrinha.

Os trabalhadores têm realizados várias manifestações na cidade. Na última quinta-feira, 9, realizaram uma manifestação em frente do Pronto Socorro do Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb). Em seguida os manifestantes se deslocaram em direção ao centro da cidade.

Após uma rápida manifestação no PS do Huerb, os manifestantes foram em passeata pela Avenida Getúlio Vargas em direção ao Centro da cidade, quando pararam em frente ao escritório do Governo, na Avenida Brasil, e ficaram em protesto contra a falta de sensibilidade do governo.

Em sua fala antes do início da passeata, Adaílton disse não ser admissível descartar pais de família como se fossem lixo, pois possuem anos de trabalho honesto prestado à Secretaria de Saúde e ao Estado. “Esse governador conseguiu destruir a estrutura da Saúde no estado: salário, estrutura física e agora quer acabar com os pais de família. Isso não pode ocorrer. A sociedade precisa saber o risco que está correndo e que ele quer apenas demitir sem contratar substituto”, afirmou.

Da redação com agências
Publicado em 14/02/2017

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