; Movimento Social

Diante da notícia publicada pelo jornal Folha de São Paulo neste sábado, 25, com insinuações sem fonte de que quatro centrais sindicais estariam negociando com o governo golpista um abrandamento da oposição às contrarreformas trabalhista e previdenciária em troca de “ajuda do governo para retomar a cobrança da contribuição assistencial”, a CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) vem a público esclarecer que:

 

1- Entendemos que os sindicatos foram criados para conquistar e defender direitos. Traficar com esses princípios em nome da sobrevivência seria uma infâmia;

2- O golpe, completa seu primeiro ano no dia 17 de abril, desencadeou uma ofensiva contra a classe trabalhadora sem paralelo na história. Sob o comando de Temer, os golpistas estão querendo destruir o Direito do Trabalho, a Justiça do Trabalho, a Previdência e a seguridade social. Além disto, atacam de forma sistemática o estado democrático de direito e a soberania nacional, empenhando o pré-sal ao capital estrangeiro e enfraquecendo a Petrobras;

3- A CTB é pela luta sem tréguas em defesa dos direitos sociais, da democracia e da soberania nacional e é com este espírito e determinação que proclama a necessidade de promover, em aliança com outras centrais e os movimentos sociais, um abril vermelho de grandes mobilizações que deve culminar numa greve geral, cuja data será definida nesta segunda-feira pelo fórum das centrais.

4- É necessário enfatizar que a matéria publicada pela Folha tem um claro viés anti-sindical. É mais uma peça da mídia burguesa para desacreditar os sindicatos e suas lideranças e sabotar a mobilização popular contra a reforma e o governo golpista.

5- Nenhuma conciliação com a restauração neoliberal e os golpistas. Fora Temer! Diretas Já!

São Paulo, 25 de março de 2017
Adilson Araújo, Presidente da CTB

As atividades contra a reforma da previdência proposta pelo presidente Michel Temer estão mobilizando de milhares de pessoas em todo o Brasil. O tema foi o eixo principal das mobilizações do 8 de março, Dia Internacional da Mulher, e é o mote do dia de mobilização e paralisações que acontecerá no próximo dia 15 de março em todas as capitais e diversas cidades.

  

É o primeiro ato do ano realizado em conjunto pela Frente Brasil Popular, Frente Povo Sem Medo e o fórum das centrais sindicais. Diversos sindicatos também realizarão assembleias e atos nas categorias, sendo que a maior mobilização prevista será a dos professores e trabalhadores da educação que, segundo a CNTE, deve contar com a participação de milhões de trabalhadores em todo o Brasil.

Não é reforma. É o fim da aposentadoria

A proposta de reforma da previdência foi enviada pelo presidente Michel Temer em dezembro do ano passado, no apagar das luzes do período legislativo. O governo alega que há um rombo na previdência fiscal, o que já foi desmentido pelo DIEESE e também e especialistas em auditoria, como a Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil

Enquanto o governo justifica a reforma com o déficit, aplica desonerações fiscais às empresas, não combate efetivamente sonegação fiscal e perdoa a dívida de centenas de empresas que devem três vezes o valor do déficit ao INSS.

Se essa reforma for aprovada, na prática, significará o fim da aposentadoria, que muda a idade mínima para 65 anos tanto para homens quanto para as mulheres e aumento o tempo de contribuição de 15 para 25 anos. Isso porque a expectativa de vida nas periferias e em muitas cidades é de 58 anos. Temer quer que o brasileiro morra trabalhando e diga adeus à mínima dignidade que foi conquistada e é garantida aos mais velhos na Declaração de Direitos Humanos.

As manifestações também serão pelo Fora, temer! Nenhum Direito a menos e Diretas,Já!

Confira a Agenda

Acre
Rio Branco       

Alagoas
Maceio
10h - Praça dos Martírios

Arapiraca
9h - Praça Luiz Pereira Lima

Amazonas
Manaus
16h - Praça do Congresso

Amapá
Paralizações descentralizadas

Bahia
Salvador
15h - Campo Grande

Ceará
Fortaleza
8h - Praça da Bandeira

Distrito Federal
Brasília
8h - Catedral

Espírito Santo
Vitória
7h - Pracinha das goiabeiras

Goiás
Goiânia
9h - Centro da Cidade

Maranhão
São Luis

Mato Grosso
Cuiabá
16h - Praça do Ipiranga

Mato Grosso do Sul
Paralisações descentralizadas

Minas Gerais
Belo Horizonte
10h - Praça da Estaçäo

Uberlandia
16h - Praça Ismene Mendes ( antiga Tubal Vilela)

Governador Valadares
16h - Praça dos Pioneiros

Teofilo Otoni
9h - Câmara Municipal

Pará
Belém
9h - Praça da República

Paraíba
João Pessoa
14h - Ministério da Previdência, próximo a Lagoa

Paraná
Curitiba
10h - praça Tiradentes

Pernambuco
Recife
9h - Praça Oswaldo Cruz

Piaúi
Paralisações descentralizadas

Rio de Janeiro
Rio de Janeiro
16h - Candelária

Rio Grande do Norte
Natal
14h - Praça Gentil Ferreira

Rio Grande do Sul
Porto Alegre
18h - Esquina Democrática

Rondônia
Porto Velho
9h - Praça Estrada de ferro madeira Mamoré

Roraima
Boa Vista
8h - Assembleia Legislativa

Santa Catarina
Florianópolis
16h - Praça Miramar

São Paulo
São Paulo
16h - MASP

Piracicaba
9h - Poupatempo

São José do Rio Preto
15h - Terminal Central

Ribeirão Preto
17h - Terminal Dom Pedro II

Sorocaba
7h - Praça Coronel Fernando Prestes

Americana
16h - Praça Comendador Muller

Sergipe
Aracaju
14h - Praça General Valadäo

Tocantins
Palmas
8h30 - Colégio Säo Francisco

Fonte: Vermelho
Publicado em 13/03/2017

No primeiro Dia Internacional da Mulher – 8 de março – depois do golpe à democracia brasileira com a deposição da presidenta Dilma Rousseff, as brasileiras prometem sair às ruas para pôr fim à violência de gênero e os retrocessos do governo Temer.

 

As mulheres prometem cruzar os braços, pelo mundo afora, contra a cultura do estupro e todas as formas de discriminação de gênero. O slogan usado já diz tudo: “Se nossas vidas não importam, produzam sem nós”.

De acordo com Ivânia Pereira, secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), “já passa da hora de dar um basta. Todas juntas podemos derrotar o machismo que nos oprime e construir um mundo onde predomine a justiça e a igualdade”.

A CTB defende a equidade para avançar à igualdade nas questões de gênero. Entre as principais bandeiras que tremulam na campanha feminista deste ano está o combate às reformas da previdência e trabalhista (saiba mais aqui).

As mulheres são as primeiras a serem demitidas e as últimas a se recolocarem no mercado de trabalho. Além disso, “trabalhamos horas a mais que os homens todas as semanas, temos que dar conta de casa e dos filhos, geralmente sem apoio de ninguém”, reforça Kátia Branco, secretária da Mulher da CTB-RJ.

A situação das mulheres negras é ainda mais degradante, informa Mônica Custódio, secretária de Igualdade Racial da CTB. “Trabalhamos em situação mais precarizada, em serviços de menores salários e ainda moramos mais longe, em situação de vulnerabilidade total”.

Tristemente, o Brasil é um dos países mais violentos com as mulheres. “A cultura do estupro mata milhares todos os anos, grande parte constituída de meninas, com menos de 14 anos e dentro de casa, por pessoas conhecidas ou da família”, diz Lenir Fanton, secretária da Saúde da CTB-RS.

“É muito importante que a CTB e as demais centrais sindicais definam como prioridade a bandeira da igualdade de gênero para que as mulheres, que constituem 52% da população do país possam viver em paz, em segurança e possa realizar-se plenamente como ser humano”, defende Érika Piteres, secretária da Mulher da CTB-ES.

Por isso, “levaremos para as manifestações em todo o país, além da denúncia da perversidade das reformas do Temer, a necessidade de termos mais mulheres na política para asvançarmos nas conquistas dos últimos anos. Políticas públicas abandonadas pelo governo golpista”, sintetiza Pereira.

Fonte: CTB
Publicado em 06/03/2017

More Articles ...

Artigos