O encontro, que ocorreu nos dias 11 e 12 em Brasília, abordou o uso do sistema HÓRUS, ferramenta do Ministério da Saúde para a qualificação e controle da assistência farmacêutica no SUS.
A ferramenta - que qualifica o controle sobre a assistência farmacêutica no Sistema Único de Saúde (SUS) - já é adotada por 304 municípios brasileiros. O governo federal pretende ampliar o uso às Secretarias Estaduais de Saúde. Durante o evento, também foram apresentadas práticas bem sucedidas com o software.
“Este fórum é de extrema importância, pois motiva a adesão ao sistema e capacita os gestores, contribuindo para a boa gestão da assistência farmacêutica nos âmbitos municipal e estadual”, avalia o diretor do Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, José Miguel do Nascimento Júnior. “O sistema HÓRUS permite o controle de estoque, o conhecimento do perfil de consumo e o acompanhamento do uso dos medicamentos. Possibilita, dessa forma, a implementação de uma assistência farmacêutica eficiente e econômica.”
No primeiro dia de evento, foram lançados dois cursos de educação a distância (EAD) para a capacitação ao sistema Hórus. Cada curso terá 110 vagas e duração até o fim de 2011. O fórum foi promovido pela Secretaria de Ciência e Tecnologia e Insumos Estratégicos, do Ministério da Saúde.
Sobre o Hórus
Criado pelo Ministério da Saúde e disponibilizado em 2010, o sistema Hórus é adotado por 304 municípios. Outros 924 municípios estão sendo capacitados para o uso da ferramenta. O sistema passará a estar disponível também para as gestões estaduais – o projeto piloto está em curso na Secretaria de Saúde de Alagoas desde junho. A proposta do governo federal é estender o projeto com a realização de cursos de capacitação nos próprios estados.
Após um ano de uso da ferramenta, alguns municípios constatam as vantagens do sistema. Segundo o coordenador de Assistência Farmacêutica da Secretaria de Saúde de Quebrangulo (AL), Erivaldo Gomes da Silva, o sistema trouxe organização e eficiência à distribuição de medicamentos do município.
“Foram várias as vantagens, desde a informatização em si, até a economia de recursos. Desde que o município adotou o HÓRUS, em agosto de 2010, e o Sistema de Preços em Saúde, observou-se uma redução de R$ 400,5 mil no gasto com aquisição de medicamentos. Uma das vantagens é que o sistema evita a duplicidade de receitas, por exemplo”, esclarece. Municípios de diferentes regiões do país como Diadema (SP), Quatiguá (PR), Quissamã (RJ), Santa Rita do Sapucaí (MG) e Vila Nova do Sul (RS), também irão relatar suas experiências durante o evento.
O HÓRUS atualmente abrange os medicamentos básicos e estratégicos da assistência farmacêutica do SUS, o que corresponde à grande parte dos oferecidos pela rede pública. Os medicamentos especializados, atualmente não administrados por meio do HÓRUS, passarão a ser controlados e distribuídos com uso do sistema. Isso será feito após a finalização do projeto piloto para o componente especializado, que está sendo desenvolvido no Distrito Federal.
Fonte: Ministério da Saúde