A Assistência Farmacêutica e a Atenção Primária à Saúde deram o tom dos primeiros debates do 3º Simpósio de Assistência Farmacêutica realizado ontem (06/08) em Belo Horizonte. Como convidados, o diretor do Departamento de Assistência Farmacêutica do Ministério da Saúde (DAF/MS), José Miguel do Nascimento Júnior e a consultora técnica do Departamento de Atenção Básica do Ministério da Saúde, Kátia Cristina Poças que falaram para uma plateia de cerca de 130 pessoas, entre farmacêuticos e estudantes de farmácia.
por Silvia Amâncio, de Belo Horizonte
Para o diretor do DAF/MS, ainda há muitos desafios internos para que seja implementado, de forma efetiva, a Assistência Farmacêutica no Brasil. Inovações, pesquisas e articulação com as demais áreas da saúde são ações que visam a superação desses entraves.
“Nós farmacêuticos precisamos ir além e aprofundar o papel do profissional, com equipes multidisciplinares, construindo relações dentro do sistema de saúde”, disse. Ainda segundo José Miguel, no que tange a atuação do farmacêutico nessa prática ele é objetivo. “O medicamento deve ser complementar à saúde”, afirma.
Sobre a Atenção Primária à Saúde (APS), tema abordado por Kátia Cristina Poças, o Programa Saúde da Família é a prioridade das ações do Ministério da Saúde, já que 85% dos problemas de saúde são resolvidos através da APS. “A APS é um conjunto de ações que vão desde o diagnóstico até a manutenção da saúde desses pacientes e a participação social é de grande importância”.
Para a diretora técnica o foco do programa saúde da família não é o medicamento e sim a saúde integral do paciente.