Quando criamos a Escola Nacional de Formação e Qualificação Profissional dos Farmacêuticos, tínhamos em mente a preocupação de oferecer aos farmacêuticos espaços para o estudo, o aperfeiçoamento profissional, o debate crítico e qualificado dos mais variados temas, desde os mais específicos da categoria até assuntos mais abrangentes.
Uma iniciativa que tem materializado essa missão da nossa Escola é a realização do Simpósio Nacional de Assistência Farmacêutica, que chega a sua 3ª edição.
É motivo de muita alegria para nós que o Simpósio esteja se consolidando como um espaço importante de formação e diálogo sobre um tema tão caro para a sociedade e tão importante para as ações de saúde.
Nos debates já realizados, procuramos envolver profissionais que atuam nas várias esferas da área da Saúde e da atenção farmacêutica, promovendo o intercâmbio de experiências e de pontos de vistas sobre os desafios para que o Brasil tenha, de fato, uma Política Nacional de Assistência Farmacêutica.
Avaliamos que houve muitos avanços nos últimos anos. E o protagonismo dos farmacêuticos tem sido determinante para termos conquistas. Mas elas só foram possíveis porque temos um governo mais aberto ao diálogo e mais permeável às demandas da sociedade, comprometido com a adoção de políticas públicas que possam contribuir com a redução das desigualdades.
Daí, a importância particular deste 3º Simpósio, que se realiza em meio aos debates da campanha eleitoral que está em curso em todo o país. Neste ano, vamos renovar a Câmara dos Deputados e 2/3 do Senado Federal, casas legislativas que cumprem papel decisivo na aprovação de leis e normas que regem o Brasil e, particularmente a saúde. Vamos eleger novos governadores e um novo presidente ou presidenta da República.
Por isso, reafirmar e aprofundar nossas proposições no campo das políticas de saúde e da Assistência Farmacêutica é fundamental para municiar farmacêuticos e farmacêuticas de todo o país para o debate com candidatos no sentido de arrancar compromissos neste campo e contribuir para a eleição de pessoas engajadas com essa luta.
Temos clareza que mais avanços na área da saúde só serão alcançados se o Brasil estiver se fortalecendo econômica e socialmente, gerando emprego e renda. Um país que amplie os direitos do povo, valorize o trabalho e aprofunde sua democracia. Nossa luta é para construir uma nação soberana.
Ao lado da Fenafar, a Escola Nacional dos Farmacêuticos levanta a bandeira da saúde do Brasil.
Obrigada, um abraço a todas e bons debates.
Gilda Almeida
Presidente da Escola Nacional dos Farmacêuticos