Foi apresentada na última quinta-feira, 26, em Brasília, a nona edição do boletim Radar: Tecnologia, Produção e Comércio Exterior. A publicação traz três artigos, que tratam dos incentivos fiscais à pesquisa e desenvolvimento, das compras federais de medicamentos e da análise do setor de nanotecnologia no Brasil.
O Radar, elaborado pela Diretoria de Estudos e Políticas Setoriais de Inovação, Regulação e Infraestrutura do Ipea , Diset, é publicado bimestralmente. Marcio Wohlers, diretor da Diset, e Luiz Cavalcante, técnico da diretoria e coordenador do boletim, abriram a apresentação.
As compras de medicamentos pelo governo federal foram objeto da apresentação da pesquisadora Leila Posenato. Ela destacou os diferentes tipos de medicamentos que são comprados pelo governo e os custos deles ao longo dos anos de 2000 a 2007. O comportamento dos gastos federais com assistência farmacêutica também foi abordado no artigo.
Segundo o relatório, a trajetória da despesa federal com ações e serviços públicos de saúde foi crescente no período, levando-se de aproximadamente R$ 32 bilhões para quase R$ 42,6 bilhões. Estes valores incluem as ações diretas, como compra de produtos para saúde e manutenção de equipamentos, bem como ações indiretas, a exemplo de despesas com pessoal e infraestrutura dos serviços de saúde. Apesar da elevação da despesa federal total com saúde, percebe-se que a despesa com assistência farmacêutica, somadas as três esferas de governo, manteve-se relativamente estável na série analisada – abaixo de R$ 5 bilhões. Esta relativa estabilidade também é constatada ao se analisar somente a parcela da despesa com medicamentos correspondente à esfera federal, cujos valores ficam em torno de R$ 2,3 bilhões.
Leia o relatório sobre Compras Federais de Medicamentos da Assistência Farmacêutica: Evidências Recentes
Inovação e Nanotecnologia
“A inovação é uma necessidade das indústrias e dos países atualmente”. Com essa frase, o técnico Bruno Araújo iniciou a divulgação do artigo sobre os incentivos fiscais à pesquisa, desenvolvimento e inovação. O técnico fez um comparativo dos programas de desenvolvimento tecnológico da Indústria e da Agricultura com a “Lei do Bem”, iniciada em 2005, e mostrou a evolução na abrangência das pesquisas no setor.
Por fim, os investimentos federais em nanotecnologia por meio dos fundos setoriais no Brasil foram analisados por Samuel César Junior, técnico da Diset. “A gente acredita que deveria haver maior foco nos investimentos federais em determinados setores da nanotecnologia, muito pulverizados atualmente”, disse. Ele destacou, entre outros fatores, a estratégia de incentivo federal, por meio de editais, ao desenvolvimento nessa área.
Leia a íntegra do Radar: Tecnologia, Produção e Comércio Exterior