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| Célia Chaves fala sobre Profissional Farmacêutico - Faculdade ASCES Seg, 23/01/12 |
| Estudo do Dieese faz radiografia do trabalho na saúde |
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| 12/02/10 | |
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Pesquisa realizada pelo Dieese sobre o Trabalho na Saúde mostra que no período de 1998 a 2008 o setor saúde teve forte expansão ocupacional. Segundo o levantamento, "o número de ocupados em serviços de saúde cresceu 44,4%, com a incorporação de 244 mil trabalhadores". Porém, houve redução nos salários e aumento das horas trabalhadas. O resultado da pesquisa será disponibilizado através de uma série de boletins. O primeiro busca "analisar os efeitos deste processo no volume de ocupações geradas, na extensão das jornadas praticadas e nos rendimentos dos trabalhadores". A pesquisa revela, contudo, que houve redução nos salários e aumento das horas trabalhadas. A seguir, um resumo da pesquisa. Clique aqui para acessar o boletim na íntegra.Situando o estudo no contexto brasileiro de que, há apenas 20 anos o país reconheceu a saúde como direito de todos e dever do Estado, o que permitiu dar o primeiro passo para a construção do Sistema Único de Saúde, o Dieese aponta que “este movimento regido pelos princípios da universalização, equidade e controle social acabou por se constituir, em conjunto com a extensão da previdência aos trabalhadores rurais, em um dos pilares da inclusão no período democrático recente do país”.
Rendimentos caem e jornadas de trabalho crescem Essa retração acentuou a disparidade regional entre os patamares das remunerações pagas por hora na saúde nas metrópoles pesquisadas pelo Sistema PED, que ficaram entre R$ 14,14, no Distrito Federal, e R$ 6,03, em Recife, no último ano analisado. Na maioria das regiões, a queda dos rendimentos na saúde reflete a retração dos salários em estabelecimentos privados que registraram reduções entre 32,0%, em São Paulo, e 4,5%, em Recife. Na esfera pública da saúde, houve queda do rendimento hora apenas em duas regiões: em Recife (-23,3%), recuo bem mais intenso do que o observado para os assalariados da esfera privada, e em Belo Horizonte (-3,4%), onde ocorreu elevação de 10,2% no salário-hora dos trabalhadores em estabelecimentos de saúde privada Existem diferenças entre o número de trabalhadores envolvidos nas atividades de apoio e típicas de saúde por estabelecimento e nos estímulos e possibilidades de construção de carreiras, além da focalização em ações de atendimento de média e alta complexidade e/ou de atenção básica a usuários em postos, consultórios ou clínicas. No caso da esfera pública, esses diferenciais também resultam do envolvimento de municípios, estados e união na contratação do pessoal empregado na saúde, ressaltando-se que é justamente nas áreas metropolitanas das capitais brasileiras onde a presença do poder federal é mais intensa. As dificuldades para recomposição das perdas do poder aquisitivo contribuíram decisivamente para ampliar a precarização das condições de trabalho na área da saúde, principalmente no ramo privado. Coube às variações observadas nas jornadas, potencializar esta tendência. No momento em que se debate a redução da jornada de trabalho no país, informações suplementares sobre o uso do tempo contribuem para demonstrar a sobrecarga que habitualmente recai sobre os ocupados na saúde, que muitas vezes buscam por meio da extensão do trabalho compensar a perda do poder aquisitivo do salário. Isto é notável no elevado número de trabalhadores da área de saúde que trabalham além do limite legal das 44 horas semanais. Na maioria das regiões, este indicador, em termos percentuais, ficou situado acima dos 20,0%, destacando-se as áreas metropolitanas de São Paulo e de Salvador, nas quais esta proporção alcançou 29,0% dos ocupados no setor em 2008. Na sequência, a região metropolitana de Recife é a que mais concentra trabalhadores no ramo da saúde com jornadas que excedem às 44 horas semanais (27,2%). Os vínculos adicionais são outra modalidade de extensão do tempo trabalhado que se tornou usual no âmbito da saúde, na qual, muitas vezes, a uma jornada de 40 horas em um estabelecimento público ou privado é agregado um segundo compromisso laboral com o objetivo de complementar rendimento. Acompanhando a ampliação dos serviços de saúde, à exceção da Região Metropolitana de São Paulo, houve aumento no número desses ocupados em todas as demais regiões, destacando-se a elevação ocorrida em Belo Horizonte. |
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| O SUS vai para sua casa |
Maria do Carmo Lara* Há décadas nos acostumamos às notícias sobre o caos na saúde pública. A imagem que vigora é a de que o Sistema Único de Saúde (SUS) não funciona e seus usuários estão em risco quando precisam de atendimento. Não é o que mostra recente pesquisa do Ipea que, em 2010, ouviu usuários em todos os Estados, constatando que 45% a 48% deles estão satisfeitos com o SUS. E mais: há soluções inovadoras nos municípios, cuja gestão elege a saúde como prioridade. |






