O Sindicato dos Farmacêuticos de São Paulo está liderando um processo firme de negociação com o setor patronal das farmácias e drogarias. Ao ter a sua pauta de reivindicações recusada pelos empresários, o Sinfar-SP marcou uma mobilização da categoria em defesa do reajuste de R$ 2.500,00. O presidente do sindicato fala sobre a adesão dos farmacêuticos ao movimento.
Todos os anos, a queda de braço na mesa de negociação é dura, mas desta vez, a união da categoria está fazendo a diferença. E porque este novo comportamento? Na avaliação do presidente do Sinfar-SP, Paulo José Teixeira, a onda de mobilizações que ocorre em todo o mundo, na Europa, no Oriente Médio e nos Estados Unidos em prol da democracia e pelos direitos dos trabalhadores está impulsionando os trabalhadores no Brasil a terem uma ação mais protagonista.
“Estamos vivendo um momento em que várias categorias estão mobilizadas pela valorização dos seus salários e por melhores condições de trabalho. Estamos assistindo à greve dos trabalhadores dos Correios, dos bancários; em alguns estados estão mobilizados trabalhadores da educação. Os farmacêuticos foram contagiados por este processo e estão unidos por seus direitos também”, avaliou.
Outro fator determinante para a maior mobilização da categoria nesta negociação é o achatamento salarial pela qual passam os farmacêuticos que atuam nas farmácias e drogarias. “Não aceitamos mais receber salários menores que os gerentes. Somos profissionais indispensáveis para os estabelecimentos, cumprindo várias funções que apenas nós podemos cumprir, acumulando várias tarefas – desde o atendimento qualificado ao usuário do medicamento, as questões relativas à vigilância sanitária e precisamos ter nossos salários valorizados”, ressaltou o presidente do Sinfar.
Paulo Teixeira lembra que nos últimos anos – fruto da melhoria no cenário econômico interno, que aumentou o rendimento do cidadão e propiciou um maior acesso ao medicamento – o setor de farmácias e drogarias tem auferido um crescimento sustentável que não está sendo repassado para os trabalhadores. “Os profissionais têm que ter refletidos nos seus salários e nas suas condições de trabalho o aumento da receita que dos estabelecimentos”.
O presidente do sindicato informa que o sindicato tem recebido inúmeras ligações em apoio à mobilização e buscando maiores informações sobre como contribuir para que a luta do sindicato alcance êxito.
“Esperamos um grande número de farmacêuticos no nosso ato dia 17”.
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