No dia de seu aniversário de 30 anos (25 de maio), o SINFARMIG convidou a categoria farmacêutica para participar da mesa redonda “Ética na profissão: responsabilidade civil e criminal do Farmacêutico, um debate em que especialistas de diversas áreas abordaram o tema “ética” em diversas vertentes, desde a raiz filosófica da palavra até a aplicação na vida profissional.

O debate contou com a presença de mais de 100 participantes, entre Farmacêuticos, estudantes de Farmácia, entre outros profissionais interessados no tema.
O diretor do SINFARMIG e mediador do debate, Rilke Novato Públio, agradeceu a presença de todos e destacou a importância do evento, a primeira atividade em comemoração às três décadas de história do Sindicato e chamou a atenção dos profissionais para a responsabilidade da importante e complexa atividade dos Farmacêuticos.
Mesa de Palestrantes
O vice-presidente do Sindicato dos Psicólogos de Minas Geris (Psind-MG), Marconi Moura Fernandes, citou de forma didática, a prática da moral e da ética nas relações humanas e da importância de sua aplicação na vida profissional. Em suas palavras “ser ético não é dever e sim parte do ser humano”.
Também de forma didática, o docente da Escola de Farmácia da Univerdade Federal de Minas Gerais, Profº Augusto Guerra agradeceu o convite do SINFARMIG e destacou que a visão econômica do trabalho não poder ficar acima da questão ética. “Com tanta legislação que temos para coibir ilegalidades e cobrar a responsabilidade ética e moral dos Farmacêuticos é inadmissível negar nossa postura de profissionais cientes de nossos deveres e obrigações”, lembrou.
O assessor jurídico do SINFARMIG, advogado Luciana Marcos da Silva, mostrou sentenças em que Farmacêuiticos foram penalizados por irregularidades e reforçoiu a necessidade de atentar para as leis vigentes - que não são poucas - que cobram e penalizam os Farmacêuticos.
A Farmacêutica e Conselheira Federal, Ângela Ferreira Vieira, abordou o Código de Ética da profissão, em destaque para as punições e sanções que o Farmacêutico pode sofrer, em casos que envolvam deslizes éticos. “Além dos prejuízos que esse profissional pode causar à sociedade, devemos lembrar que um caso isolado repercute e forma negativa em toda a classe”, alertou.
Ainda de acordo com Ângela, aqueles indivíduos que não são éticos na vida particular, também não serão éticos na vida profissional.
Casos que envolvem a Polícia Federal
Com o intuito de informar e chamar à responsabilidade civil e criminal a categoria farmacêutica, representantes da Polícia Federal (PF) de Brasília/DF foram convidados para falar sobre a atuação, investigação e principais crimes envolvendo Farmacêuticos e outros profissionais da saúde.
O agente da PF, Edson Kuhin, disse que muitos casos investigados envolvem infrações cometidas por falta de conhecimento e ingenuidade dos profissionais. Junte-se a esse agravo, a ganância e ambição desmedida, que levam a cometer os delitos, sejam de medicamentos falsificados, roubados, contrabandeados e até desvio de substâncias ativas controladas e produtos químicos.
“Nosso alerta é que o crime contra saúde pública é muito pior do que o tráfico de drogas. Esse crime é hediondo e a pena pode chegar a 15 anos de reclusão”, preveniu.
Ainda sobre o papel da PF em crimes que envolvem entorpecentes e consequentemente os Farmacêuticos, o perito criminal, Marcos de Almeida Camargo, que também é Farmacêutico, citou algumas operações da PF em Minas Gerais e no Brasil, em que quadrilhas foram desmanteladas, com prisão de vários profissionais e apreensão de quantidades altíssimas de remédios e princípios ativos, muitos proibidos e sem licença de comercialização no país.
De acordo com o perito, não só os Farmacêuticos que atuam em drogarias devem ficar atentos à legislação criminal, como também aqueles que trabalham em farmácias de manipulação, distribuidora de medicamentos e na indústria farmacêutica, por serem ambientes visados e com facilidade para eventuais ganhos ilícitos de dinheiro. “A grande maioria dos donos de estabelecimentos são leigos, mas têm os RT’s. Toda a responsabilidade por alguma irregularidade irá recair sobre o Farmacêutico RT daquele local, haja dolo ou não”, afirmou.
Segundo a PF, a intenção não é prender Farmacêuticos e sim alertar, prevenir e informar sobre as penalizações em casos devidamente comprovados de crime.
Os agentes citaram ainda que os exemplos que foram mostrados devem ser úteis para os profissionais se pautarem de forma ética, responsável, lembrando que antes de tudo, o Farmacêutico é um profissional da saúde, com um importante papel a cumprir em prol da sociedade e não pode sucumbir ao risco de mancharem a reputação de toda uma classe.
A diretoria do SINFARMIG foi representada por Luciana Silami Carvalho, Silvana Maria Corrêa Mafra Boson, Ricardo Ribeiro, Christianne Maria Nunes Jacome, Waldirce Inez de Souza, Junia Dark Vieira Lélis e Valdisnei Honório Alves da Silva.
Também foi registrada a importante presença da Associação Nacional dos Farmacêuticos Magistrais (Amfar), da Associação Mineira de Farmacêuicos (AMF-MG) e do diretor da Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), Waltovânio Cordeiro de Vasconcelos.
A Diretoria Colegiada agradece imensamente a presença de todos os que participaram e já convidam para a próxima atividade comemorativa aos 30 anos do Sindicato, que em breve será divulgada.
Fonte: Sinfarmig