CADASTRE-SE
| Medida do governo privilegia produto nacional através das compras públicas |
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| 27/07/10 | |
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Utilizar as aquisições do poder público para impulsionar o desenvolvimento dos produtos nacionais é o foco da Medida Provisória 495/2010, assinada pelo presidente Lula no dia 19 de julho. Um dos setores que pode ser mais beneficiado é o farmacêutico. "A medida olha a dimensão do poder de compra como uma ferramenta indutora do processo de inovação no Brasil. Portanto, dá preferência, nas compras públicas, naquilo que se relaciona a conteúdo tecnológico e conhecimento, às empresas instaladas no Brasil", afirmou o secretário-executivo do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), Luiz Antonio Rodrigues Elias, em junho último.O mecanismo de apoio à inovação por meio do poder de compra do governo foi criado com alterações na Lei 8.666/1993 (Lei Geral de Licitações e Contratos Administrativos). O cerne das alterações é o Artigo 3º da Lei de Licitações. A partir de agora, o "desenvolvimento nacional" passa a ser um dos objetivos das licitações públicas. A margem de preferência está inserida nos parágrafos 5º a 12º, incluídos neste artigo pela MP. A margem está limitada a 25%. Mudança dos critérios Outra alteração importante é que, para critério de desempate nas licitações, será levado em conta o fato de produtos serem produzidos no País. A redação original da Lei de Licitações dava preferência apenas a produtos produzidos no País por empresas de capital nacional. Agora, a produção nacional de empresas multinacionais será levada em conta. O ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, descartou o risco de o Brasil ser questionado na Organização Mundial do Comércio (OMC) por causa das alterações da Lei de Licitação. "O Brasil não é o primeiro a usar o poder de compra do Estado para incentivar a indústria nacional", disse. "Medida como essa já deveria ter sido adotada pelo País há mais tempo”. Rezende ressaltou que outros países também já adotam esse tipo de mecanismo. Tratamento diferenciado ao Mercosul Para o diretor de Operação da Confederação Nacional da Indústria, Rafael Lucchesi. "A medida representa um grande incentivo para o setor produtivo, mas cria, sobretudo, incentivo para nacionalização da pesquisa." Impulso à indústria farmacêutica nacional O presidente do Laboratório Cristália, Ogari Pacheco, considerou a mudança salutar, mas faz um alerta: "É preciso diferenciar o que é de fato nacional, principalmente na área de medicamentos." Ele lembra que muitas empresas importam a substância ativa e, quando o produto chega ao Brasil, preparam a apresentação final. "Nesses casos, o porcentual deveria ser diferenciado, menor do que o das empresas que produzem todas as etapas do remédio no País." Da redação com agência |
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| Última atualização ( 30/07/10 ) |








