O preço dos medicamentos genéricos varia até 728% no interior de São Paulo, de acordo com pesquisa divulgada pelo Procon-SP nesta quinta-feira (9).
O levantamento do Procon-SP coletou preços em seis cidades paulistas: Campinas, São José dos Campos, Presidente Prudente, Sorocaba, Santos e Araçatuba.
A maior diferença de valores foi encontrada em São José dos Campos, onde o frasco de paracetamol – um analgésico - com 15 ml custa de R$ 0,95 até R$ 7,87.
Campinas aparece na segunda colocação do ranking. A caixa de Diclofenaco Sódico, com 20 comprimidos, pode custar de R$ 1,39 a R$ 11,50. Essa variação de valores é de 727,34%.
Na terceira posição do ranking, está a cidade de Araçatuba, onde a diferença de preços varia até 684,32%. A caixa de 28 comprimidos de Cloridrato de Fluoxetina pode custar de R$ 7,08 a R$ 55,53.
Santos ocupa o quarto posto entre as cidades com maior diferença de preços. A embalagem com 20 comprimidos de Furosemida custa de R$ 1,37 a R$ 10,36. Essa variação entre os valores corresponde a uma diferença de 656,20%.
Presidente Prudente, com diferença de preços de até 256,73%, e Sorocaba, com preços diferentes em até 246,15%, completam o ranking.
Remédios de referência
Entre os medicamentos de referência, que são os “de marca”, a maior disparidade foi encontrada em Campinas, onde o preço da caixa com 21 comprimidos do Amoxil (Amoxicilina) varia de R$ 20,85 até R$ 49,53 – uma discrepância de 137,55%.
Na segunda colocação, Presidente Prudente apresentou diferença de R$ 7,64 no preço do medicamento Tegretol (caixa com 20 comprimidos). O remédio pode custar de R$ 6,65 a R$ 14,29 nas farmácias da cidade.
Em Araçatuba, o preço da caixa com 16 comprimidos do remédio Capotem – B-MS custa entre R$ 10,97 e R$ 22,60, segundo o Procon-SP. Com isso, a variação de valores chega a 106,02%.
Completam a lista Santos, onde a variação de valores chega a 100%; São José dos Campos, com diferença de 92,02%; e Sorocaba, com variação de 82,70%.
Fonte: R7