Entre as atividades do II Congresso Brasileiro sobre o Uso Racional de Medicamentos, que aconteceu de 15 a 18 de
outubro, em Florianópolis, o debate sobre o Uso Racional na América Latina foi uma das mais movimentadas.
As estratégias de promoção do uso racional de medicamentos no Brasil e na América Latina foram o foco do debate que
aconteceu no segundo dia do encontro. Participaram da mesa redonda o representante da Unidade de Medicamentos
Essenciais, Vacinas e Tecnologias da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) para a região das Américas, Jose Luis Di
Fabio; a coordenadora do Grupo de Investigação de Rede para o Uso Racional de Medicamentos da Universidade Nacional da
Colômbia, Claudia Patrícia Vacca Gonzáles, e o pesquisador do Departamento de Epidemiologia da Escola Nacional de Saúde
Pública (FioCruz), Luis David Castiel. O setor regulado foi representado pela assessora da Indústria na área de Assuntos
Regulatórios, Solange Napo. A mesa contou com a moderação da professora da Universidade Federal de Santa Catarina
(UFSC), Rosana Isabel dos Santos.
Jose Luis Di Fabio ressaltou a importância de classificar os medicamentos como um bem social. Para o representante da
OPAS, é necessária a adoção de uma lista de medicamentos essenciais para assegurar o acesso e a racionalização. Ele
citou o esforço da Organização em mobilizar e promover, no Continente Americano, o uso adequado dos medicamentos, no que
se refere à prescrição, dispensação e uso no paciente.
Na apresentação feita no congresso, Claudia Patrícia Vacca Gonzáles advertiu sobre a dificuldade de acesso a
determinados fármacos e falou da necessidade de harmonização dos interesses comerciais e sociais, como forma de garantir
o uso racional de medicamentos na América Latina. O uso racional nada mais é do que uma solução entre os interesses
sociais do Estado e os interesses comerciais das indústrias farmacêuticas, afirmou Gonzáles.
Já a representante das indústrias, Solange Napo, destacou a importância da atuação da Agência Nacional de Vigilância
Sanitária (Anvisa) junto ao setor regulado como forma de promoção do tema. De acordo com Napo, as entidades
representativas da indústria discutem com a Anvisa a incorporação do uso racional de medicamentos na sociedade. A cada
movimento da indústria, a Anvisa está presente.
Fonte: Anvisa