Ações de fiscalização da Anvisa tem resultado na apreensão de medicamentos falsificados, roubados e fechamento de estabelecimentos que estão trabalhando de forma irregular. Drogarias em São Paulo e Distrito Federal foram fechadas e uma distribuidora de medicamentos falsificados foi encontrada em Goiás.
Uma ação da Anvisa nesta terça-feira (3) resultou no fechamento de três drogarias do Distrito Federal e três do município de Colina, em São Paulo (SP). Os fiscais da Agência atuaram em parceria com as vigilâncias sanitárias estaduais e municipais, com participação ainda da Polícia Federal e da Polícia Militar de São Paulo.
No Distrito Federal, foram interditadas três drogarias da rede Rina: uma em Taguatinga, outra em Ceilândia e a última em Águas Claras. Todas comercializavam medicamentos sem registro na Anvisa. Além disso, os estabelecimentos estavam vendendo medicamentos controlados sem a escrituração adequada. Dois proprietários foram presos em flagrante.
Já em São Paulo, os fiscais da Agência encontraram Viagra e Cialis falsificados, o medicamento contrabandeado Pramil, produtos sem registro e medicamentos controlados sem comprovação de procedência.
“Os responsáveis foram presos em flagrante de acordo com o artigo 273 do Código Penal, que proíbe a exposição, à venda, de produto falsificado, corrompido, adulterado ou alterado”, explica o assessor de segurança institucional da Anvisa, Adilson Bezerra. Segundo ele, a infração sanitária ainda possibilita punições como notificação, interdição do estabelecimento e multa, que pode variar entre R$ 2 mil e R$ 1,5 milhão.
Falsificados
Na última sexta-feira (27), outros três estabelecimentos foram interditados na cidade de Cuiabá (MT): Elfa Verde, Neri’s e Drogaria Lisboa. Nos locais, foram apreendidas duas toneladas de produtos, entre medicamentos vencidos, falsificados e sem registro na Agência. A Polícia Civil prendeu três pessoas em flagrante. A ação contou ainda com a participação das vigilâncias sanitárias estadual e municipal.
Antes do carnaval, a Anvisa fechou uma distribuidora de medicamentos que funcionava clandestinamente em uma fazenda no município de Ceres, em Goiás. No local, os fiscais da Agência encontraram diversos tipos de medicamentos de alto custo, como produtos de venda controlada e medicamentos para disfunção erétil, todos sem nota fiscal. O valor das mercadorias encontradas está estimado em meio milhão de reais.
Segundo o assessor de segurança institucional da Anvisa, Adilson Bezerra, que coordenou a investigação, há indícios de participação dos envolvidos na distribuição de cargas roubadas. Uma pessoa foi presa em flagrante. “O acusado irá responder pelos crimes de tráfico de drogas e falsificação e adulteração de medicamentos (artigo 273 do código penal)”, afirmou.
Fonte: Anvisa