Na terça-feira, 28/04, a Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara realizou audiência pública para discutir os dez anos do início de fabricação dos medicamentos genéricos no Brasil e suas consequências sobre a saúde dos brasileiros.
A temática foi debatida entre parlamentares, representantes da Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (PróGenéricos) e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A comissão é presidida pela deputada Elcione Barbalho
Os remédios genéricos comemoram uma década de existência no país em 2009. Com boa representatividade no mercado, cuja comercialização corresponde a 18% das vendas de medicamentos no Brasil, a produção e fabricação de produtos genéricos crescem, progressivamente, entre 15% a 20% por ano. Vale salientar que o mercado dos intercambiáveis ascende três vezes mais que o de referência.
No último trimestre, as vendas de genéricos cresceram mais de 22% em relação ao último trimestre do ano passado. Em 2007, cerca de 233 milhões de unidades de medicamentos genéricos foram vendidas, enquanto no ano passado esse montante atingiu 277,1 milhões de unidades. Apenas em 2008 a cadeia de genéricos movimentou US$ 2 bilhões, superando o índice do mercado farmacêutico.
Tatiana Lowande, gerente de Tecnologia Farmacêutica da Anvisa, afirmou que a fabricação de medicamentos genéricos no Brasil, iniciada dez anos atrás, representa um grande avanço. Segundo a representante, a produção e o uso dos genéricos teve início de forma tímida, mas atualmente corresponde a boa parte do mercado nacional, confirmando que os produtos têm boa receptividade por parte da população e pelos profissionais de saúde.
A dirigente da Anvisa também informou que um dos principais resultados da fabricação dos remédios intercambiáveis foi a redução dos preços dos medicamentos e a concorrência de mercado. Também ressaltou que cerca de dois mil genéricos são fabricados por laboratórios brasileiros.
Odnir Finotti, presidente da PróGenéricos, certificou a representação dos produtos internamente, afirmando que são fabricados no país medicamentos genéricos com cerca de 330 princípios ativos, há registro de 2.600 produtos e mais de 10 mil apresentações farmacêuticas. Para Finotti, os medicamentos genéricos são tão eficazes e seguros quanto os produtos de marca.
O dirigente da PróGenéricos estimulou a elaboração de uma campanha nacional para ressaltar a importância do uso de produtos genéricos, destinada a informar mais os médicos na hora de prescrever os medicamentos, além da população no momento de adquirir o produto. De acordo com Finotti, através da lei 9.787/99, o medicamento genérico tem que ser 35% mais barato que o medicamento de referência. Nesse sentido, os produtos intercambiáveis têm forçado a diminuição dos preços dos remédios de marca.
Fonte: Agência Câmara