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Estudo mostra que economia na Farmácia Popular fica em torno de 90% |
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23/07/10 |
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Buscando analisar o desempenho do Programa Farmácia Popular do Brasil, Cláudia Pinto e colegas da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (Ensp/Fiocruz) desenvolveram uma pesquisa em estabelecimentos de diferentes setores em 30 municípios do país. Segundo o estudo, os altos preços praticados pelo setor privado também contribuem para que o programa seja uma alternativa de acesso a medicamentos no país.
Os resultados serão publicados na Revista de Saúde Pública. Os pesquisadores contam no artigo que utilizaram uma metodologia desenvolvida pela Organização Mundial da Saúde em conjunto com a Ação Internacional para Saúde para comparação de preços e disponibilidade de medicamentos. Os medicamentos analisados foram: captopril 25mg e hidroclorotiazida 25mg, para hipertensão, e metformina 500mg e glibenclamida 5mg, para diabetes. Vale lembrar que os estabelecimentos avaliados foram: públicos, privados e as modalidades próprias (FPB-P) – geridas pelo Ministério da Saúde (MS) e pela Fiocruz, por convênios firmados com parceiros públicos ou privados sem fins lucrativos – e de expansão (FPB-E) – farmácias privadas credenciadas pelo MS que oferecem medicamentos de seus estoques.
Os autores verificaram que o FPB-E apresentou maior disponibilidade de medicamentos e o setor público, a menor. “Tanto no setor público quanto na FPB-P o percentual de disponibilidade de similares foi maior que o de genéricos. A comparação de preços entre os setores mostrou menor preço de aquisição no FPB-E, seguido pelo FPB-P. O FPB-E apresentou economia superior a 90% em relação ao setor privado. O número de dias de trabalho necessários para aquisição de tratamentos para hipertensão e diabetes foi menor no FPB-E”, dizem na publicação.
Dessa forma, eles entendem que a menor disponibilidade encontrada no setor público pode ser uma das justificativas para migração dos usuários do setor público para o Programa de Farmácia Popular. “Os altos preços praticados pelo setor privado também contribuem para que o Programa seja uma alternativa de acesso a medicamentos no país”, afirmam. Para ler o artigo na íntegra acesse aqui.
Fonte: Fiocruz |
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Última atualização ( 26/07/10 )
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