As pessoas que dependem de remédios para sanar a enxaqueca estão tendo um motivo a mais para a dor de cabeça. O medicamento mais barato, que era facilmente encontrado em várias farmácias, tornou-se raridade.
Segundo os comerciantes, a falta de medicamentos deve-se ao baixo preço e à demora na entrega pelos laboratórios. Para os pacientes que precisam dos remédios, a saída é pagar quase o dobro.
“Antes, tomava o Ormigrein, que encontrava a R$ 5, R$ 6. Hoje, tenho que pagar R$ 20 por outro que nem conheço e não sei se fará o mesmo efeito. Isso é um absurdo”, afirma uma paciente que prefere não se identificar.
O Ormigrein foi tirado do mercado e outro medicamento, o Enxak, que custa cerca de R$ 10 e era usado como substituto no tratamento da doença, sumiu das prateleiras das farmácias. Segundo o farmacêutico Marcelo Zapelini, o estabelecimento onde ele trabalha, em Criciúma, conseguiu comprar o Enxak, mas teve que pedir com bastante antecedência.
“O remédio que a paciente usava já saiu de circulação faz meses. O outro, que também é mais em conta, ainda está sendo distribuído, mas é questão de sorte conseguir comprar. Creio que esses remédios, por apresentar muitas composições, ficam ‘presos’ na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), até serem liberados”, comenta.
Na região, são raras as farmácias que têm o Enxak. Agora, de acordo com Zapelini, para as pessoas que sofrem de enxaqueca crônica, outros medicamentos que são indicados são o Cafelium, custando R$ 16,80, ou o Cefalive, que sai por R$ 12,95.
Jornal A Tribuna/ SC