A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) com apoio do Sindicato dos Farmacêuticos do Espírito Santos (Sinfes) realizou no último dia (10), no auditório da Assembleia Legislativa, o I Fórum Estadual de Logística Reversa de Medicamentos Vencidos ou Inservíveis do Espírito Santo. O evento é discutiu um modelo de recolhimento de medicamentos e criou um grupo técnico estadual para regulamentar o referido sistema no Estado, e disseminar a cultura de hábitos sustentáveis em toda a cadeia farmacêutica, incluindo os usuários.
Foram convidados para o fórum representantes de vigilâncias municipais, superintendências regionais de saúde, órgãos ambientais, instituições de ensino, conselhos regionais e federações de farmácia, empresas, sindicatos e varejistas e atacadistas de medicamentos.
O Fórum contou com a participação de Débora Melecchi, diretora da Federação Nacional dos Farmacêuticos, Simone Ribas da Anvisa, de Maria Cláudia Lima Couto e Andréia Alves Saraiva de Lima do Instituto Estadual de Meio Ambiente, da deputada estadual Luzia Toledo, de Alexandre Azoury da Sesa, entre outros.
Descarte
Apesar de já existirem no Brasil acordos setoriais com representantes de cadeias produtivas para recolhimentos de pneus, embalagens de agrotóxicos, lâmpadas fluorescentes, pilhas e baterias, ainda não há no País uma política nacional para o descarte de medicamentos vencidos ou em desuso.
O assunto vem sendo debatido nos Estados com participação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e Ministério da Saúde, mas ainda não há um consenso sobre a forma ideal de trabalho.
No Espírito Santo, atualmente existem algumas farmácias e drogarias que vem atuando voluntariamente e recebendo esses medicamentos da população. “Eles fazem uma triagem, destinam aqueles que ainda podem ser consumidos para entidades filantrópicas e, os que estão vencidos, são direcionados, na maioria das vezes, para as prefeituras, que geralmente descartam em aterros sanitários”, afirma o coordenador da Comissão Intra-setorial de Implementação da Gestão de Resíduos de Serviços de Saúde da Sesa (CIGRSS/Sesa), Alexandre Azoury.
Porém, ressalta Azoury, esse fluxo gera preocupação ambiental e custos que oneram o poder público. Na logística reversa, o objetivo é que os próprios fabricantes e demais envolvidos na cadeia de medicamentos sejam os responsáveis pelo seu recolhimento e destinação final adequada. “O fórum será um espaço para iniciar essa discussão no Estado e o grupo de trabalho atuará dando continuidade a esse debate”, afirma Azoury.
da redação com agências