Mais de 300 delegados, vindos de todo o país, participaram entre os dias 28 e 30 de julho, na cidade de Atibaia (SP), do 1º Conselho Nacional da CTB. Após a realização de plenárias nos 27 estados brasileiros, os cetebistas discutiram e aprovaram propostas de atuação que marcarão o começo de uma nova etapa na história da Central, com desafios mais amplos, rumo ao 3º Congresso, marcado para 2013.
O objetivo principal do Conselho Nacional foi fazer um balanço da atuação da Central em sua curta trajetória. “Desde 2007, a CTB vem ganhando o respeito de todo o movimento sindical. Portanto, nossa discussão aqui – tanto sobre a conjuntura quanto sobre as questões internas – se dará a partir da análise de que esse foi um período vitorioso. Mas, evidentemente, nesse período a responsabilidade recai sobre todos nós aqui”, afirmo o presidente da CTB, Wagner Gomes, durante a abertura do evento.
Wagner Gomes destacou também a disposição e organização demonstradas pelos cetebistas em todo o Brasil. “Se não fosse a militância de nossos companheiros rurais, marítimos, da CSC (Corrente Sindical Classista) e do SSB (Sindicalismo Socialista Brasileiro), não estaríamos aqui com um balanço positivo. Parabéns a todos pela vitória da construção da CTB, mas sabemos que estamos num período em que precisamos enfrentar novos desafios, que serão enfrentados com muita unidade, trabalho e avanço. Se acharmos que a CTB está bem em seu atual estágio ficaremos para trás. Nosso trabalho é analisar como podemos crescer ainda mais e sermos protagonistas do movimento sindical”, finalizou o presidente da CTB.
O fim do fator previdenciário que é uma das principais bandeiras da CTB, a redução da jornada de trabalho, o fortalecimento da agricultura familiar, a reforma agrária que caminha vagarosamente desde o fim da lei que colocou um fim na escravidão, a demora de uma decisão do governo retarda a reforma agrária causando o conflito agrário que acaba gerando a violência no campo, são os temas principais dos debates no Conselho Nacional da CTB.
Foram estes assuntos que mobilizaram centenas de trabalhadores – vindos de todas as regiões do Brasil, a participarem do Conselho.
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Trabalhadores como protagonista das mudanças
No debate sobre conjuntura nacional e internacional – que teve a presença do jornalista Altamiro Borges (Miro), representante da Fundação Maurício Grabóis; de Sérgio Miranda, do Forúm Sindical dos Trabalhadores; e de José Carlos Sabóia, diretor da Fundação João Mangabeira e professor da UFERJ – os palestrantes foram unânimes ao elevar as críticas ao governo Dilma e à política monetária adotada, que prioriza os juros altos em detrimento de investimentos no setor social. E ao reforçar que a unidade construída dentro do movimento sindical será fundamental para elevar o protagonismo da classe trabalhadora dentro deste cenário que se desenha.
Homenagens
Coube ao presidente Wagner Gomes reservar parte do último dia de trabalho para prestar homenagens a companheiros que foram assassinados pelo Brasil afora. “Temos que nos lembrar daqueles que tombaram lutando. Em certos momentos de dificuldade ficamos meio desanimados, mas a forma que temos de homenageá-los é seguir na luta. Essas pessoas perderam a vida por nossa causa”, destacou, para em seguida citar os nomes de Adelino Ramos, Paulo Colombiano e Catarina Galindo.
Terceirizações
O momento de maior debate do dia teve como tema a questão das terceirizações. O Plenário decidiu, após a apresentação de diversos argumentos, a necessidade de retirar do texto-base do Conselho a proposta contra sua regulamentação. Decidiu-se pela organização de um seminário sobre o tema, com o intuito de aprofundar o conhecimento de todos os cetebistas sobre a matéria.
Rumo ao 3º Congresso
Ao final dos trabalhos, Wagner Gomes definiu como vitorioso o 1º Conselho Nacional, lembrou que o próximo grande encontro dos cetebistas ocorrerá em 2013 – durante o 3º Congresso da CTB – e destacou a grande tarefa de todos os delegados e delegadas para o próximo período. “Demos grandes passos aqui, em dois dias de grande discussão e unidade, de consenso progressivo. Até 2013 teremos uma nova etapa, com novos desafios e com a meta de termos 10% de filiados junto ao Ministério do Trabalho.
Da redação com informações do portal da CTB