A I Conferência Mundial Sobre o Desenvolvimento de Sistemas Universais de Seguridade Social teve como mote a luta e discussão sobre uma sociedade mundial mais justa e igualitária. O evento, realizado no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, reuniu 98 delegações mundiais.A Fenafar participou do evento e distribuiu, aos presentes, uma carta da entidade sobreo tema.
O objetivo do encontro foi fomentar o debate sobre a construção de sistemas universais de seguridade social, os desafios da universalização e a necessidade de definição de agenda política e de estratégias de mobilização nacional e internacional em torno da questão.
Na cerimônia de abertura, o ministro da Saúde e presidente da Conferência, José Gomes Temporão, lembrou que o Brasil por suas dimensões continentais, tem desafios ainda maiores, e deve dar o exemplo às nações visitantes, além de aprender com elas. “A iniqüidade está sendo combatida. É por isso que o Brasil está construindo um sistema universal para que alcance todos brasileiros, sem exclusão ou discriminação”, destacou.
Na ocasião, o ministro apresentou alguns dos resultados de 22 anos de construção do Sistema Único de Saúde e reiterou que o País discorda de qualquer cobrança de taxa ou coofinancimento para ter acesso aos serviços: “A saúde é pública e universal, garantida pela nossa Constituição de 1988. O nosso sistema não é um pacote de serviços básicos. Ele cobre tudo: de atenção básica à transplante”, ressaltou.
Já o Ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Luiz Dulci, lembrou da importância do encontro e do ineditismo. “Essa conferência tem um formato inovador, pois envolve governo e sociedade civil, que aproveitam a singularidade da ocasião para discutir e trocar experiências”, afirmou. O Ministro afirmou que o encontro indica futuros resultados na área e comprometimento do governo brasileiro no assunto. “A própria realização dessa conferência já é uma vitória na busca por uma sociedade mais justa e igual. Não se pretende nenhuma decisão política, mas as deliberações serão levadas à sério pelo nosso governo ”, finalizou.
Compuseram a mesa de abertura, ainda, o Ministro da Previdência Social do Brasil, Carlos Gabas, a Ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome do Brasil, Márcia Lopes, o Secretário-executivo do Ministério do Trabalho e do Emprego do Brasil, Paulo Pinto, o representante da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), Félix Rígoli, a representante da Organização Mundial da Saúde, Mihaly Koqny, o representante da Organização Ibero Americana de Seguridade Social no Brasil, Baldur Oscar Schubert, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP), o representante da Sociedade Civil Brasileira, Armando De Negri, a representante da Sociedade Civil Internacional, Kardi Kuppa Hemalata, além da representação do PNUD no Brasil, Maristela Biondi.
A conferência Mundial foi organizada por meio de uma ação conjunta dos ministério da Saúde, da Previdência Social, do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, do Trabalho e Emprego e pela sociedade civil organizada.
Da redação com agências