O II Congresso Brasileiro sobre o Uso Racional de Medicamentos que reuniu, na capital catarinense, quase 2 mil participantes, aprovou no seu encerramento a Carta de Florianópolis, com recomendações para fortalecer o Uso Racional de Medicamentos. O documento deverá ser entregue na 13ª Conferência Nacional de Saúde, em Brasília.
"De acordo com o adjunto do diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Norberto Rech, "a Carta de Florianópolis significa uma renovação e ampliação da formulação de políticas públicas para o uso racional de medicamentos no Brasil\". Participaram da elaboração do documento docentes, estudantes e profissionais de saúde. O representante da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), James Fitzgerald, considerou o congresso como uma forma de mobilização social para se superar os desafios sobre o uso racional de medicamentos. \"Precisamos continuar com a constituição de uma massa crítica para a inclusão do tema na sociedade\", afirmou. O diretor do Departamento de Assistência Farmacêutica do Ministério da Saúde (MS), Dirceu Barbano Barbano apontou desafios futuros para agenda do uso racional de medicamentos. \"Existem quatro pontos a serem considerados nesse tema: ampliação e participação do acesso de medicamentos, aprofundamento da capacidade de regulação do mercado, desenvolvimento de estratégias de tecnologias no país, transformação do ensino e capacitação dos profissionais de saúde\", definiu.
Carta
Com 22 recomendações, a carta defende a incorporação do uso racional de medicamentos à agenda de saúde do Brasil. O documento engloba o acesso a medicamentos e o fortalecimento do Sistema Único de Saúde. Apresenta a idéia de que o registro de novos medicamentos considere os riscos sanitários e mecanismos de divulgação de informações adequadas e isentas sobre esses produtos sejam desenvolvidos.
Com informações da Ascom (Assessoria de Imprensa da Anvisa)