A diretoria executiva da Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar) se reuniu na tarde de ontem (05/08), em Belo Horizonte, onde discutiu o atual quadro político do país, marcado pela sucessão presidencial e temas de interesse da categoria. Os diretores também definiram a agenda de atividades da Fenafar para o próximo período.
por Silvia Amâncio, de Belo Horizonte
colaborou, Renata Mielli
Na pauta, o destaque foi para portaria Nº 2.169, de 28 de julho de 2010, do Ministério da Saúde, que institui uma Comissão Especial para elaborar uma proposta de Carreiras do SUS. Tal comissão seria formada apenas por médicos, odontólogos e enfermeiros, excluindo as outras 11 categorias da área de saúde.
A diretoria da Fenafar se posicionou contra a portaria, e pretende elaborar um documento que posteriormente será enviado ao Conselho Nacional de Saúde. A Fenafar defende uma proposta de Carreiras do SUS, desde que não haja distinção de profissões, sem privilegiar uma categoria em detrimento de outra.
Os rumos do Brasil
Para falar sobre a atual conjuntura política, a diretoria da Fenafar convidou o sociólogo Luiz Carlos da Silva, que destacou a importância da mobilização das classes trabalhistas no país.
Para o sociólogo, o momento é oportuno, já que em ano de eleições a discussão sobre o mundo do trabalho e seus pontos conflitantes deve ser posto na ordem do dia dos debates. “Toda a classe trabalhadora, em especial as categorias da saúde, devem ser politizadas. É uma época de reflexão para os trabalhadores se posicionarem sobre os rumos da política brasileira”, disse.
A diretoria da Fenafar agradeceu a presença de Luiz Carlos Silva e fortaleceu suas palavras, ressaltando a importância da mobilização dos farmacêuticos contra a precarização da profissão e a favor de um sistema de saúde justo e igualitário.
Avançar o desenvolvimento
No debate, os diretores registraram a importância de que o próximo governo brasileiro mantenha e aprofunde uma política de desenvolvimento nacional com geração de emprego e renda, pautado pela soberania nas relações internacionais.
Para a presidente da Fenafar, Célia Chaves, o fortalecimento da indústria nacional é um fator decisivo para o desenvolvimento do país e redução das desigualdades sociais e regionais, em particular no caso da indústria farmacêutica. Ela reitera que o Brasil não pode retroceder aos tempos do neoliberalismo e da visão política de um país dependente.
Rilke Novato, vice-presidente da Fenafar e anfitrião da reunião da diretoria também ressaltou que o país deve dar prosseguimento às políticas positivas adotadas pelo atual governo e ousar mais.