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CTB realiza reunião da Direção Nacional em São Paulo para preparar a greve geral

Movimento Social

Nesta segunda-feira, 10, teve início a 17ª reunião da Direção Nacional da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB). Presidente da CTB, Adilson Araújo, destaca a necessidade de associar as várias lutas contra a retirada de direitos para impedir a aprovação das Reformas. Presidente da Fenafar, Ronald Ferreira dos Santos, participou da reunião.

A complexidade da atual conjuntura nacional e os desafios impostos à classe trabalhadora nesse cenário de crise econômica e política deram a tônica ao debate da

Dezenas de dirigentes das seções estaduais da CTB participam, até a terça-feira (11), da reunião que deve organizar a greve geral do dia 28 de abril; e os preparativos para o 4º Congresso Nacional da Central, que acontece no mês de agosto, em Salvador.

A mesa de abertura, composta pelo presidente Adilson Araújo; o secretário-geral Wagner Gomes; Celina Arêas, secretária de Formação nacional; Lenir Fanton, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB-RS; e Vicente Selistre, vice-presidente e representante do Partido Socialista do Brasil (PSB); contou com a presença do deputado federal Orlando Silva (PCdoB), recém-empossado presidente da Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público (CTASP) da Câmara dos Deputados.

17ª Reunião Plenária da CTBAo abrir o encontro, Adilson Araújo pintou um retrato dramático da situação do país, que classificou como “um golpe do capital contra o trabalho". Para ele, neste momento é fundamental manter o diálogo com a sociedade para romper com essa barreira neoliberal rumo à retomada do crescimento e geração de emprego.

De acordo com o sindicalista será necessário multiplicar esforços para barrar as medidas repressivas encaminhadas pelo governo Temer. “A retomada do crescimento tem ficado a cada dia mais difícil. E, diante da necessidade de romper com essa agenda repressiva, se torna imprescindível o crescimento da nossa luta. Nosso empenho deve ser multiplicado”, alertou Araújo ao convocar: “Nesse sentido, o dia 28 promete ser histórico. Nossa mobilização terá um impacto muito grande nesse cenário de incertezas política e econômica. Vamos impor pressão para conseguir vencer esse pacote de maldades do governo Temer”, garantiu.

Para o deputado Orlando Silva, ainda que o cenário seja adverso, a luta e a resistência serão fundamentais para barrar as movimentações do governo. "E o dia 28 de abril é estratégico para impulsionar uma mudança na correlação de forças".

Patrões devem 1,8 trilhões para a Previdência

Na tarde desta segunda-feira (10), os temas debatidos na 17ª Reunião da Direção Nacional da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), em São Paulo, foram as reformas pretendidas pelo governo golpista de Temer, que alteram as relações trabalhistas.

O assessor jurídico da CTB, Magnus Farkatt explanou sobre as reformas previdenciária e trabalhista, além de falar acerca da terceirização ilimitada aprovada pelo Congresso e a proposta de acabar com a contribuição assistencial, que prejudica o movimento sindical como um todo.

Começou pela terceirização que, de acordo com o advogado, além de não criar nenhum novo posto de trabalho, “liquida com os direitos trabalhistas e precariza totalmente o trabalho, além de pagar salários menores”.

Depois de historiar a legislação trabalhista sobre os respectivos assuntos, Farkatt concluiu que vivemos um momento sem precedentes, pelo qual, a classe trabalhadora pode ficar à mercê da vontade dos patrões.

“Sempre é a mesma história. Falam em flexibilizar e modernizar as leis trabalhistas. Sempre que dizem isso é para cortar na carne da classe trabalhadora. Em todos os países onde essa agenda recessiva foi implantada o desemprego e a pobreza aumentaram”, garantiu.

Já o secretário da Previdência, Aposentados e Pensionistas, Pascoal Carneiro garantiu que não existe déficit na Previdência. “Entre 2005 e 2015, houve um superávit de cerca de R$ 650 bilhões”, afirmou.

De acordo com Carneiro, a Procuradoria Geral da Previdência assegura que maus patrões devem à Previdência, cerca de R$ 1,8 trilhão. Dinheiro suficiente para resolver todos os problemas que possam existir.

Fonte: Da redação com CTB
Publicado em 11/04/2017

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