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Lançada a campanha pelos R$ 600: É bom para o povo, para a economia e para o Brasil

Movimento Social

As centrais sindicais anunciaram em entrevista coletiva nesta quinta-feira (17) o lançamento da campanha pela prorrogação do auxílio emergencial até o final do ano no valor de R$ 600,00. Apesar de ter sua popularidade aumentada pelo benefício, o presidente Jair Bolsonaro baixou uma MP reduzindo-o à metade.

Os presidentes das centrais enalteceram os resultados positivos do auxílio, tanto para aliviar o sofrimento de milhões de trabalhadores e trabalhadoras que perderam o emprego ou a fonte de renda quanto para aquecer o mercado interno e amenizar a recessão. A redução do valor à metade é um subproduto da política fiscal fundada no congelamento dos gastos públicos, criticada pelos sindicalistas.

O presidente da CTB, Adilson Araújo, denunciou o oportunismo de Jair Bolsonaro, que está lucrando politicamente com o auxílio sem nunca ter concordado com sua instituição.

No dia 18 de março, diante do agravamento da crise econômica pela pandemia do coronavírus, o rentista Paulo Guedes, ministro da Economia de Bolsonaro, anunciou um auxílio mensal de R$ 200,00.

O valor foi alterado e elevado a R$ 600,00 no Congresso Nacional por iniciativa de parlamentares da oposição em articulação com as centrais sindicais e os movimentos sindicais. O governo foi derrotado. Mas o presidente tem outra narrativa em que procura transformar a derrota em vitória fazendo prevalecer entre os beneficiários do auxílio a aparência (falsa) de que é o pai da criança. A máscara cai quando ele assina a MP que reduz seu valor a R$ 300,00.

“É preciso desmascarar Bolsonaro. Ele foi contra o auxílio emergencial, a ajuda aos estados e municípios, à micro e pequena empresa, contra o Fundeb, contra tudo. Índios, LGTB, movimentos sociais, é contra o sindicalismo”, disse Adilson. Além disso, agregou, Paulo Guedes quer acabar com o Estado no momento em que “tudo que nós deveríamos estar discutindo era a universalização dos serviços públicos”.

Leia a nota das 11 centrais:

É bom para o povo, para a economia e para o Brasil

As Centrais Sindicais CUT, Força Sindical, UGT, CTB, CSB, NCST, CGTB, Intersindical, CSP-Conlutas, Intersindical e Pública, seus sindicatos e entidades, iniciam de forma unitária nesta quinta-feira (17) uma mobilização nacional para conclamar ao Congresso Nacional para votar a MP 1000 e restituir o valor de R$ 600 para o Auxílio Emergencial (R# 1.200 para mãe chefe de família). Essa iniciativa fundamental depende inicialmente da decisão do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, de encaminhar o processo legislativo e pautar a votação na Câmara dos Deputados.

Nosso o objetivo é impedir que o governo federal cometa mais uma injustiça contra a classe trabalhadora e, principalmente, contra a população vulnerável, as mais atingidas pela pandemia de Covid-19 e a recessão.

A Medida Provisória 1000 corta o Auxílio Emergencial pela metade, reduzindo-o a R$ 300,00, restringindo ainda mais a capacidade de milhões de famílias brasileiras enfrentarem as consequências da crise sanitária causada pela pandemia do coronovírus, em especial o desemprego e a perda de renda do trabalho. A redução do Auxílio compromete gravemente a capacidade das famílias adquirem a alimentação, moradia, transporte e outros bens de consumo básicos, além de todas as outras necessidades.

O Auxílio Emergencial de R$ 600,00 garantiu o consumo básico de mais de 50 milhões de pessoas, fomentou a atividade nas empresas e protegeu milhões de empregos, fazendo a roda da economia girar, impedindo, assim, que uma crise econômica ainda maior se instalasse no país. Estudos estimam que os mais de R$ 320 bilhões mobilizados para financiar esse Auxílio teve um impacto positivo na massa de rendimentos das famílias que, transformada em consumo, foi capaz de sustentar mais de 2% do PIB brasileiro em 2020.

Sairemos dessa grave crise sanitária e econômica se formos ousados e tivermos capacidade efetiva de cooperação. Cabe ao governo federal articular e coordenar os esforços de enfretamento da crise sanitária, contudo o governo atua no sentido contrário, o que significa milhares de vidas perdidas que seriam evitáveis.

Cabe ao governo mobilizar os recursos públicos, com impostos progressivos e taxando os ricos, para garantir renda básica para todos que necessitem, bem como mobilizar investimentos para a retomada das milhares de obras paradas, para a expansão da nossa infraestrutura econômica e social, orientando para um desenvolvimento produtivo ambientalmente sustentável, justo e cooperado.

Convidamos as organizações, entidades e movimentos para que façamos um grande esforço de articulação das nossas iniciativas. Conclamamos parlamentares e partidos para um amplo diálogo social compromissado com a nação brasileira, com o desenvolvimento econômico sustentável, com a justiça social, diálogo esse que deve agora materializar-se na manutenção do Auxílio Emergencial de R$ 600 até dezembro.

Assine o abaixo assinado em apoio a Campanha

São Paulo, 17 de setembro de 2020

Sérgio Nobre – Presidente da CUT – Central Única dos Trabalhadores

Miguel Torres – Presidente da Força Sindical

Adilson Araújo – Presidente da CTB – Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil

Ricardo Patah – Presidente da UGT – União Geral dos Trabalhadores

José Calixto Ramos – Presidente da NCST – Nova Central Sindical de Trabalhadores

Alvaro Egea – Secretário Geral da CSB – Central dos Sindicatos Brasileiros

Ubiraci Dantas Oliveira – Presidente da CGTB – Central Geral dos Trabalhadores do Brasil

Joaninha de Oliveira – Secretaria Executiva Nacional da CSP – Conlutas

Nilza Pereira de Almeida – Secretaria de Finanças – Intersindical – Central da Classe Trabalhadora

Emanuel Melato – Coordenação da Intersindical – Instrumento de Luta e Organização da Classe Trabalhadora

José Gozze – Presidente – Pública Central do Servidor

Fonte: CTB
Publicado em 18/09/2020

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