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Mais direitos e mais democracia foi a reivindicação das mulheres pelo Brasil

Movimento Social

Neste Dia Internacional da Mulher, milhares de pessoas ocuparam às ruas em todo o Brasil para exigir mais direitos, defender a democracia e denunciar o golpe. As farmacêuticas se somaram à esta luta em todo o Brasil. A Frente Brasil Popular engrossou o ato para realizar um esquenta para as manifestações da sexta-feira (18) novamente em todo o Brasil.

 

Soraya, diretora de mulheres da FenafarA Diretora de Mulheres da Fenafar, Soraya Pinheiro, disse que “lutamos pela democracia e pela solidificação dos direitos da mulher. Não dá mais para sermos subjugadas por uma sociedade patriarcal. Juntas somos mais fortes”. Soraya participou da manifestação em Salvador.

Houve atos no Rio de Janeiro, Curitiba, Porto Alegre, Belém, Belo Horizonte, Fortaleza e outras cidade. Em São Paulo, mais de 10 mil pessoas se concentraram no Vão Livre do Masp, e marcharam pela avenida Paulista, destacando a luta das mulheres por igualdade no mercado de trabalho, pelo fim da violência contra as mulheres, pelo direito ao aborto legal e seguro. A pauta da Democracia e do repúdio às ações golpistas da direta em aliança com um setor do Judiciário e da mídia também esteve presente nos atos.

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, foi alvo da crítica das manifestantes, que cantavam “se a mulher se unir o Eduardo cunha vai cair”. Isso porque Cunha simboliza o ataque aos direitos sociais.

"Hoje é um dia de Luta das Mulheres por Igualdade. Um dia de lutar contra o golpe que está em curso. Esse golpe significa uma avalanche de retrocessos para todas as pessoas, mas principalmente para as mulheres", afirmou Carina Vitral, presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE).

Para Gicélia Bitencourt, secretária da Mulher da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil de São Paulo. este ato é diferente dos outros anos justamente por causa do acirramento dos ânimos quando “sequestraram o ex-presidente Lula. As mulheres não vão aceitar que nos imponham uma ditadura novamente. Nenhum direito a menos é a nossa mensagem”.

Gilda Almeida, diretora de relações internacionais da FenafarA diretora de Relações Internacionais da Fenafar as mulheres têm dado um exemplo de luta e resistência. "Desde o ano passado temos sido protagonistas de muitas mobilizações contra a pauta conservadora que está em curso na Câmara dos Deputados. Em momentos de crise, de avanço da direita e de ataques à democracia, são as mulheres, trabalhadores, as que mais sofrem os impactos do retrocesso. Seja no campo do trabalho, porque o desemprego atinge em cheio as mulheres, seja pela redução dos direitos sociais no campo da educação, saúde, moradia, assistência social, seja nas conquistas específicas que obtivemos para avançar no direitos das mulheres, como a luta contra a violência doméstica. Por isso, nossa luta neste 8 de março não se resume às pautas históricas do movimento feministas. Estamos nas ruas para defender a democracia, a soberania nacional e nossos direitos sociais", disse.

Da redação com agências

Publicado em 09/03/2016

 

 

 

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