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CNS reforça posição da Fiocruz sobre uso da cloroquina em casos leves de Covid-19

Saúde

Em nota, Fiocruz considerou que as orientações do Ministério da Saúde favorecem o uso ‘off label’, quando o fármaco é utilizado para uma indicação diferente daquela que foi autorizada pela Anvisa.

O Conselho Nacional de Saúde (CNS) reafirma a posição da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) sobre a Cloroquina e Hidroxicoloquina no tratamento precoce da Covid-19. Nesta sexta (17/07), a Fundação publicou nota mencionando que a sua presidência e de seus dois institutos federais, Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI) e Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF),  assim como os demais hospitais federais, receberam ofício do Ministério da Saúde orientando o uso do medicamento de forma precoce nos casos de Covid-19.

O ofício, assinado pelo secretário de atenção especializada à Saúde, Luiz Otávio Franco Duarte, data de 29 de junho de 2019, e solicita que a Fiocruz  dê “ampla divulgação” ao “tratamento precoce” da doença com a medicação. Porém, a Fiocruz considerou que as orientações favorecem “o uso ‘off label’ (quando o fármaco é utilizado para uma indicação diferente daquela que foi autorizada pelo órgão regulatório, a Anvisa) da cloroquina e da hidroxicloroquina contra a Covid-19”. 

A Fiocruz entende ser de competência dos médicos a possível prescrição do medicamento. O presidente do CNS, Fernando Pigatto, destacou a Recomendação nº42 do Conselho, que pede a suspensão imediata do uso de cloroquina em casos leves de Covid-19. “Milhares de vidas estão em risco. Os efeitos colaterais podem ser severos. A ciência não pode ser negligenciada. São instituições renomadas que estão alertando, mas o governo parece não se importar”, criticou.

De acordo com Débora Melecchi, conselheira nacional de saúde e coordenadora da Comissão Intersetorial de Ciência, Tecnologia e Assistência Farmacêutica (Cictaf), é necessário que haja embasamento científico. “A utilização massificada, como vem sendo estimulada no país, contraria qualquer lógica de uso racionalizado de medicamentos. Na prática, afronta e coloca em risco a vida das pessoas. Medicamentos são insumos essenciais à saúde e não meras mercadorias. Fazer uso correto dos medicamentos é uma receita de saúde”, disse.

Foto: G1

Acompanhe outras manifestações publicadas pelo Conselho sobre o tema: 

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