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06
Sex, Dez
20 Novos artigos

  1. Local: Cuiabá-MT: A presente proposta leva-se em conta a candidatura do Sindicato dos Farmacêuticos do Estado de Mato Grosso, para sediar o 8º Congresso da Federação Nacional dos Farmacêuticos, comprometendo-se com o apoio necessário para a realização do mesmo. Bem como garantir a realização do Congresso nas mais diversas regiões do País, pela primeira vez no estado do Mato Grosso, e a 2ª vez a ser sediado na região centro-oeste.
  2. Data: A indicação de realização do 8º congresso da Fenafar é para os dias: 06(quinta-feira), 07(sexta-feira) e 08(sábado) de Agosto de 2015

    E em conformidade com os critérios do Estatuto da Fenafar. 

  3. Temário: Trabalho Farmacêutico: para cuidar bem das pessoas! – Justificativa: O presente temário busca reflexão interna da categoria farmacêutica e dos sindicatos ao trabalho farmacêutico: sua importância e relevância na melhoria de vida do cidadão, de modo a apontar ações que repercutam para a sociedade, mas especialmente aos poderes executivos, legislativos e judiciários. Buscando incluir no debate o olhar de todos os delegados e convidados, nas diferentes áreas de atuação do farmacêutico, em especial análises clínicas e farmácias, no setor público e privado, e que tragam encaminhamentos políticos, mas também sirvam de subsídios para os processos de negociação dos sindicatos e apontem as novas posturas/condutas dos profissionais no seu dia a dia. De maneira aproximarmos as nossas defesas à prática do profissional.
  4. Comissão Organizadora: Ronald dos Santos, Rilke Novato, Maruza Carlesso, Veridiana Ribeiro, Célia Chaves, Debora Melecchi, José Marcio Batista, Sergio Luis Gomes, Alexandre Henrique Magalhães, Caroline Junckes, Junia Vieira Lelis, Cecilia Motta, Eliane Simões e Wille Marcio Callazans.
  5. Comissão Eleitoral: A comissão eleitoral será composta 3(Três) membros titulares e 3(três) suplentes, e que atendam aos seguintes critérios: Ser farmacêutico em dia com suas contribuições sindicais em sindicatos filiados à fenafar; Os sindicatos deverão indicar sua intenção em Compor a Comissão durante a realização do Conselho de Representantes; SC – Fernanda Mazzini ; MT –  Cleyton Eduardo  Silva; GO – Mirtes Barros Bezerra; ES – Sirlete Maria Orleti;  AM – PR – Marcio Antoniassi .  Obs.: Os membros da Comissão Eleitoral não poderão candidatar-se aos cargos eletivos da Diretoria e Conselho Fiscal da Fenafar.
  6. Critério de Participação e eleição de delegados: - Obs.: Somente poderão eleger delegados os sindicatos filiados a Fenafar, e que estiverem com suas contribuições associativas regularizadas junto à tesouraria da Fenafar. - A Eleição dos delegados somente será realizada por meio de Assembleias convocadas pelos sindicatos filiados, conforme seus estatutos, através de edital, para debater os temas do 8º Congresso e eleição de delegados e suplentes. As assembleias deverão ocorrer entre o período de 1ª de Abril a 30 de Junho de 2015. Os Documentos contendo, Edital de Convocação, lista de presença e ata de eleição dos delegados, deverão ser entregues a Fenafar, com postagem até o dia 15 de julho de 2015. Base de Dados: Solicitar ao Conselho Federal de Farmácia o número de farmacêuticos inscritos tendo como referência o ano de 2014Obs.: A solicitação somente será possível de retorno a partir de janeiro de 2015.
  7. Dos critérios para eleição de delegados: - Para cada Fração posterior de até 100 farmacêuticos inscritos na base serão eleitos 7(sete) delegados; -  Para cada fração posterior a 1000 farmacêuticos será eleito mais 1 (um delegado); - O total de suplentes será de 20% do número de delegados eleitos, -  Para os estados onde não há sindicato filiado à Fenafar, poderão ser indicados até 5 (cinco) observadores ao congresso.
  8. Proposta de Valor para taxa de inscrição: O valor de referência para a taxa de inscrição de delegados, observadores e convidados ao 8º Congresso será de R$ 1.000,00 (Um Mil Reais) incluindo as despesas de hospedagem, alimentação, traslado e material gráfico e promocional para o período de realização do Congresso.

Abaixo o cartaz do 8º congresso da Fenafar. Para baixar o PDF em baixa resolução basta clicar na imagem do cartaz.

aprovado web

Logotipo do 8º congresso nas versões: Ai, PDF, EPS, PSD e JPG

8cong logo

Sábado, 12 Dezembro 2015 20:57

Programação do 8º Congresso da Fenafar

Trabalho Farmacêutico: para cuidar bem das pessoas!
Cuiabá-MT de 05 a 08 de Agosto de 2015

 

5 de agosto de 2015 (Quarta-feira)

Chegada à Cuiabá

17h às 22h - Credenciamento de Delegados

20h30 as 10h30 – Jantar

06 de Agosto de 2015 (Quinta-feira)

09h às 12h - Credenciamento de Delegados

12h01 às 14h - Credenciamento de Suplentes

09h - Abertura dos Trabalhos - Boas Vindas - leitura e aprovação do Regimento Interno - Ronald dos Santos, Rilke Novato e Maruza Carlesso.

10h às 12h - Conjuntura Nacional - Cenário político e econômico nacional e internacional e suas interfaces com o papel do Trabalho no processo de desenvolvimento do Brasil.

Ementa: Apresentação sobe a realidade social e econômica do Brasil e do mundo, e sua interface para a construção de um país que tenha no trabalho sua centralidade para o desenvolvimento.

Palestrantes: 
Palestrante 01 - Altamiro Borges – Jornalista Centro Alternativo de Mídias - Barão de Itararé 
Palestrante 02 - Prof. Madalena Guasco – Coordenação Nacional da Contee

Palestrante 03 – Mauro Rubem – Presidente da Central Única dos Trabalhadores de Goiás 
Moderador: Rilke Novato Públio

12h às 13h – Almoço

13h10 às 16h – Trabalho e Educação – O Trabalho como Centro no processo de Formação Profissional

 

Ementa: Papel do Farmacêutico no Brasil do século XXI, as transformações no mundo do trabalho e os impactos na formação profissional do Farmacêutico, a reengenharia, a revolução tecnológica, as transições do século XXI (demográfica, epidemiológica, nutricional etc...) Como a formação, a educação farmacêutica podem agregar valor ao trabalho farmacêutico? 

Palestrantes: 
Palestrante 01 - Paulo Arrais - Coordenador Nacional da ABEF - Assoc. Brasileira de Ensino Farmacêutico 
Palestrante 02 - Alexandre Medeiro - Diretor de Gestão da Educação em Saúde do Ministério da Saúde

Palestrante 03 - Magda Scherer - Professora do Dep. de Saúde Coletiva e do Prog. de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da UNB e pesquisadora - NESP/UnB.  
Moderadora: Silvana Nair Leite – Presidente da Esc. Nac. dos Farmacêuticos e Dir. de Educação da Fenafar

 

16h30 as 17h30 - Apresentação: Diagnóstico da Assistência Farmacêutica em Mato Grosso - TCE/MT

Ementa: Auditoria Operacional do TCE/MT que teve por objetivo avaliar se a Assistência Farmacêutica atende às necessidades dos usuários do Sistema Único de Saúde – SUS em Mato Grosso, de forma eficiente, econômica, universal e integral, no que se refere aos componentes básico e especializado.

Expositores:

Bruno de Paula Santos Bezerra - Auditor Público Externo do Tribunal de Contas de Mato Grosso - TCE/MT 
Luiz Eduardo da Silva Oliveira - Auditor Público Externo do Tribunal de Contas de Mato Grosso - TCE/MT.

17h30 as 18h30 - Assembleia Estatutária

19h às 21h - Abertura Institucional dos Eventos

21h - Coquetel

07 de Agosto de 2015 (Sexta-Feira)

08h30 às 11h - Organização Sindical - As organizações dos Trabalhadores e do povo brasileiro e seus desafios 

Ementa: A contradição antagônica entre as forças do trabalho e do capital impõem obstáculos para as conquistas dos trabalhadores, restringindo direitos, limitando sua organização, é neste quadro que propomos discutir o papel dos sindicatos, sua representação e a importância de seu reconhecimento e fortalecimento constante por parte dos profissionais farmacêuticos para a obtenção de condições dignas de trabalho.

 

Palestrantes:

Palestrante 01 - Adilson Araújo - Presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil 
Palestrante 02 - Célia Machado Gervásio Chaves - Tesoureira da Fenafar
Palestrante 03 - José Ribeiro - Representante OIT ( Organização Internacional do Trabalho) 
Palestrante 04 – João Luis Dourado – Presidente Estadual da CUT/MT 
Moderador: José Marcio Batista - Presidente do Sinfar/CE e Diretor de Relações Institucionais da Fenafar

11h10h às 13h30 - Saúde e Assistência Farmacêutica - Saúde: Direito ou mercadoria? Farmácia: Estabelecimento de Saúde ou comércio?

Ementa: centralidade do trabalho farmacêutico na garantia do acesso e da qualificação dos serviços de saúde e de assistência farmacêutica nos setores públicos e privados em todas as esferas de gestão, observando-se o cuidado ao paciente, tendo na farmácia um serviço de saúde a disposição da comunidade e referência no serviço de atenção básica à saúde.

Palestrantes:

Palestrante 01 - Professor Francisco Funcia - professor livre-docente de economia na Universidade Munic. de São Caetano do Sul-USCS, Consultor da COFIN/CNS e da Fundação Getulio Vargas-FGV Projeto.  
Palestrante 02 - Maria do Socorro de Souza - Presidente do Conselho Nacional de Saúde 
Palestrante 03 - Ronald Ferreira dos Santos - Presidente da Fenafar

Palestrante 04- Marco Aurélio Pereira – Coordenador do Prog. Farmácia Popular do Brasil – e Ex-Presidente do Sind. dos Farm. do Est. de São Paulo. 
Moderador: Alexandre Henrique Magalhães - Presidente do CRF-MT e Dir. Reg. Centro-Oeste da Fenafar. 

13h30 às 14h30 - Almoço

14h30 - Apresentação do Resultado Final dos 19 Encontros Estaduais de Farmacêuticos Preparatórios a 15ª CNS

Expositora: Silvana Nair Leite - Presidente da Escola Nacional dos Farmacêuticos

15h10 às 19h - Grupos de Trabalho

19h10 - Jantar

08 de Agosto de 2015 (Sábado)

08h30 - Inicio da Plenária Final

12h às 13h - Almoço

09h às 12h - Processo Eleitoral

16h Proclamação do Resultado Eleitoral

17h - Posse da Nova Diretoria Eleita

18h - Encerramento

21h - Festa de Posse da Diretoria da Fenafar e 30 anos do Sinfar/MT

Encontro PI 8 Cong
Encontro Estaduais de Farmacêuticos do Piaui e Bahia aconteceram neste sábado, 08 de maio, reunindo profissionais e estudantes de farmácia para discutir os desafios da categoria.


No Piaui, o encontro aconteceu no Auditório do Curso de Farmácia da Universidade Federal do Piaui, em Teresina. O encontro começou com uma apresentação do panorama geral das agendas e discussões em torno dos temas da Assistência Farmacêutica e do trabalho do farmacêutico, no setor público e privado, e o papel das entidades e dos farmacêuticos nas intervenções diárias pela valorização do trabalho e na defesa da saúde. Foram apresentados os temas do 8º Congresso da Fenafar, os Eixos da 15ª Conferência Nacional de Saúde e o diagnóstico das oficinas dos 10 anos da Política Nacional de Assistência Farmacêutica.

 

Para a diretora de organização sindical da Fenafar, Débora Melecchi, o encontro atingiu o seu objetivo e foi muito frutífero, pela troca de experiências e pelo nível do debate. Ela avalia que a experiência de realização períodica de seminários e debates com a categoria tem sido um instrumento fundamental para fortalecer os sindicatos e as lutas em defesa dos interesses dos farmacêuticos e em defesa da saúde.

 

Encontro BA 8 CongNa Bahia também foram apresentados os debates que estruturam o 8º Congresso da Fenafar e os eixos temáticos da 15ª Conferência Nacional de Saúde. Um dos objetivos dos encontros estaduais de farmacêuticos e aprofundar as discussões junto aos farmacêuticos, para qualificar ainda mais a intervenção da categoria na 15ª CNS.

 

Para Dalmare Anderson, diretor suplente da Fenafar que esteve no encontro baiano, o evento “foi um dia de congregação de saberes entre: usuários, farmacêuticos e gestores do SUS. Como processo de acumulação de debates trazidos pela Escola Nacional dos Farmacêuticos e pela Fenafar, desde o ano passado com a realização das Avaliações da PNAF, foi realizado o Encontro de Farmacêuticos no Controle Social do Estado da Bahia com o objetivo de traçar importantes encaminhamentos no que tange a assistência farmacêutica para os processos de conferências de saúde que estão iniciando”.

 

Entre os temas debatidos, Dalmare destacou as questões relativa ao acesso, qualidade dos serviços, ciência e tecnologia, informação e as reformas estruturantes. “O debate consegue fazer com que os participantes consigam ter uma ampla visão das reais necessidades do país, para que alcancemos um novo ciclo de desenvolvimento, com aprofundamento da solidariedade constitucional e da justiça social que o Brasil vem vivendo nos últimos anos. Mais uma vez a Fenafar e a Escola, junto dos sindicatos, são atores importantes no incentivo e na realização destes debates.

 

Para a diretora da Escola Nacional dos Farmacêuticos e Secretária Geral do Sindicato dos Farmacêuticos de Santa Catarina, durante a discussão no Encontro da Bahia "os participantes apontaram pontos importantes como a intensificação da luta para a não aprovação do PL nº 4330/2004 (atual PLC nº 30/2015 em tramitação no Senado), que libera a terceirização em todos os ramos de atividades; pela efetivação e aplicação da Lei nº 13.021/14 que transforma a farmácia em um estabelecimento de saúde, com o aumento da fiscalização do CRF e das Vigilâncias locais; e pela apreciação e aprovação do Projeto de Lei de Iniciativa Popular nº 321/2014 (Saúde +10), que determina a destinação de 10% das receitas correntes brutas da União para o financiamento do SUS. Outro ponto de grande importância também abordado foi a necessidade de garantir recursos e autonomia financeira para os Conselhos de Saúde. Abordou-se, também, a discussão de como realizar a educação permanente dos conselheiros de saúde, para que os temas abordados e a metodologia adotada reflitam, de fato, da necessidade dos mesmos e qualifiquem a atuação desses atores no controle social".

 

Na avaliação de Fernanda Manzini, "a discussão do Evento demonstrou que as lutas dos farmacêuticos vão além da luta pela garantia de uma assistência farmacêutica que promova a qualidade de vida dos usuários. É o trabalho farmacêutico voltado para um cidadão que possui direitos sociais. Para a garantia de um Sistema Único de Saúde público, gratuito e de qualidade é preciso lutar pela ampliação do financiamento e contra os ataques que o Congresso vem promovendo recentemente como a aprovação do PL nº 4330/2004, da Emenda Constitucional nº 86/2015 (Orçamento Impositivo) e da Lei nº 13019/2014".

Os encontros que estão sendo realizados utilizam uma metodologia dinâmica, que possibilita a participação efetiva de todos, e que prevê desde a votação de propostas, inseridas em temas gerais, como a discussão e os encaminhamentos de ações que dêem concretude nos avanços necessários para a categoria dos farmacêuticos, os trabalhadores da saúde e a política de saúde.

 

Através das propostas e temas mais votados é realizado um diálogo entre farmacêuticos, demais profissionais da saúde, gestores, prestadores e usuários sobre a importância da Assistência Farmacêutica, que passa pela inserção deste profissional em programas como o Estratégia da Família e o Mais Especialidades, a efetiva aplicação da Lei 13021/14, a produção de medicamentos, a revisão dos modelos de gestão, os recursos financeiros para a saúde, a educação permanente, dentre outros.

 

Da redação
Publicado em 12/05/2015, atualizado às 18:46h

8 congresso fenafar
Trabalho Farmacêutico: para cuidar bem das pessoas! Este é o tema do 8º Congresso da Federação Nacional dos Farmacêuticos que começa na próxima semana, entre os dias 06 e 08 de agosto, na cidade de Cuiabá.


 

 

Para preparar o Congresso, a Fenafar realizou encontros estaduais de farmacêuticos em todo o país, reunindo profissionais que atuam no comércio, na rede hospitalar privada, no SUS, em laboratórios de análises clinícas, na gestão, no ensino, na vigilância sanitária e em tantas outras áreas que contam com a presença de farmacêuticos.

 

 

Para o presidente da Fenafar, Ronald Ferreira dos Santos, este ciclo de encontros – que também debateram as propostas que a categoria deverá apresentar na 15ª Conferência Nacional de Saúde – dão continuidade à política da Federação de valorizar a discussão com a base da categoria. “O que dá força para a Fenafar é o fortalecimento dos seus sindicatos filiados para lutar em defesa da valorização do trabalho farmacêutico. As várias campanhas desenvolvidas pela Fenafar nos últimos anos (Farmácia Estabelecimento de Saúde, 30 horas, Piso Salarial Nacional, Movimento Saúde + 10) e tantas outras sempre tiveram em seu centro levar para a sociedade a discussão sobre o papel do farmacêutico como profissional de saúde, e a necessidade dele ser valorizado em todas as suas áreas de atuação. Ao mesmo tempo, sempre buscamos levantar alto a bandeira em defesa da saúde pública e do SUS, por compreendermos que este é um dos caminhos de consolidar políticas públicas que consagram um direito social inalienável. Assim, neste 8º Congresso da Fenafar, conseguimos unificar estas duas preocupações de forma especial, já que nosso congresso antecede uma Conferência Nacional de Saúde”, avalia Ronald que também é membro do Conselho Nacional de Saúde.

 

 

Como nos últimos Congressos, a Fenafar e a Escola Nacional dos Farmacêuticos aproveitam o momento para realizar outros dois importantes eventos de forma simultânea, para ampliar o escopo dos debates para além dos temas em discussão. Desta maneira, acontecerá no mesmo período o 7º Simpósio Nacional de Assistência Farmacêutica e o 5º Encontro de Farmacêuticos no Controle Social da Saúde.

 

“Nossa expectativa e aprofundar cada vez mais a elaboração política e teórica da categoria para qualificar nossa intervenção nos espaços de controle social da saúde, apresentando propostas inovadoras e em consonância com os desafios do Brasil no campo da Saúde e, em particular, da Assistência Farmacêutica. E este processo tem sido enriquecido com os Simpósios nacionais e encontros dos farmacêuticos que atuam nos conselhos de saúde e em outros espaços de controle social. E este processo de debate, elaboração e formação tem tornado a Fenafar, seus sindicatos e a Escola Nacional em organizações de referência para a discussão destas políticas”, salientou o presidente da Fenafar.

 

Veja, abaixo, a programação do 8º Congresso da Fenafar, do 7º Simpósio Nacional de Assistência Farmacêutica e do 5º Encontro de Farmacêuticos no Controle Social.

 

05 de agosto de 2015 (Quarta-feira)

 

 

Chegada à Cuiabá

 

17h às 22h - Credenciamento de Delegados

 

20h30 as 10h30 – Jantar

 

06 de Agosto de 2015 (Quinta-feira)

 

09h às 12h - Credenciamento de Delegados

 

12h01 às 14h - Credenciamento de Suplentes

 

09h - Abertura dos Trabalhos - Boas Vindas - leitura e aprovação do Regimento Interno - Ronald dos Santos, Rilke Novato e Maruza Carlesso.

 

10h às 12h - Conjuntura Nacional - Cenário político e econômico nacional e internacional e suas interfaces com o papel do Trabalho no processo de desenvolvimento do Brasil.

 

Ementa: Apresentação sobe a realidade social e econômica do Brasil e do mundo, e sua interface para a construção de um país que tenha no trabalho sua centralidade para o desenvolvimento.

 

Palestrantes:

 

Altamiro Borges – Jornalista Centro Alternativo de Mídias - Barão de Itararé

 

Prof. Madalena Guasco – Coordenação Nacional da Contee

 

Mauro Rubem – Presidente da Central Única dos Trabalhadores de Goiás

 

Moderador: Rilke Novato Públio

 

12h às 13h – Almoço

 

13h10 às 16h – Trabalho e Educação – O Trabalho como Centro no processo de Formação Profissional

 

Ementa: Papel do Farmacêutico no Brasil do século XXI, as transformações no mundo do trabalho e os impactos na formação profissional do Farmacêutico, a reengenharia, a revolução tecnológica, as transições do século XXI (demográfica, epidemiológica, nutricional etc...) Como a formação, a educação farmacêutica podem agregar valor ao trabalho farmacêutico? 

 

Palestrantes:

 

Paulo Arrais - Coordenador Nacional da ABEF - Assoc. Brasileira de Ensino Farmacêutico

 

Alexandre Medeiro - Diretor de Gestão da Educação em Saúde do Ministério da Saúde

 

Magda Scherer - Professora do Dep. de Saúde Coletiva e do Prog. de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da UNB e pesquisadora - NESP/UnB.

 

Moderadora: Silvana Nair Leite – Presidente da Esc. Nac. dos Farmacêuticos e Dir. de Educação da Fenafar

 

16h30 as 17h30 - Apresentação: Diagnóstico da Assistência Farmacêutica em Mato Grosso - TCE/MT

 

Ementa: Auditoria Operacional do TCE/MT que teve por objetivo avaliar se a Assistência Farmacêutica atende às necessidades dos usuários do Sistema Único de Saúde – SUS em Mato Grosso, de forma eficiente, econômica, universal e integral, no que se refere aos componentes básico e especializado.

 

Expositores:

 

Bruno de Paula Santos Bezerra - Auditor Público Externo do Tribunal de Contas de Mato Grosso - TCE/MT

 

Luiz Eduardo da Silva Oliveira - Auditor Público Externo do Tribunal de Contas de Mato Grosso - TCE/MT.

 

17h30 as 18h30 - Assembleia Estatutária

 

19h às 21h - Abertura Institucional dos Eventos

 

21h - Coquetel

 

07 de Agosto de 2015 (Sexta-Feira)

 

08h30 às 11h - Organização Sindical - As organizações dos Trabalhadores e do povo brasileiro e seus desafios 

 

Ementa: A contradição antagônica entre as forças do trabalho e do capital impõem obstáculos para as conquistas dos trabalhadores, restringindo direitos, limitando sua organização, é neste quadro que propomos discutir o papel dos sindicatos, sua representação e a importância de seu reconhecimento e fortalecimento constante por parte dos profissionais farmacêuticos para a obtenção de condições dignas de trabalho.

 

Palestrantes:

 

Adilson Araújo - Presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil

 

Célia Machado Gervásio Chaves - Tesoureira da Fenafar

 

José Ribeiro - Representante OIT ( Organização Internacional do Trabalho)

 

João Luis Dourado – Presidente Estadual da CUT/MT

 

José Marcio Batista - Presidente do Sinfar/CE e Diretor de Relações Institucionais da Fenafar

 

11h10h às 13h30 - Saúde e Assistência Farmacêutica - Saúde: Direito ou mercadoria? Farmácia: Estabelecimento de Saúde ou comércio?

 

Ementa: centralidade do trabalho farmacêutico na garantia do acesso e da qualificação dos serviços de saúde e de assistência farmacêutica nos setores públicos e privados em todas as esferas de gestão, observando-se o cuidado ao paciente, tendo na farmácia um serviço de saúde a disposição da comunidade e referência no serviço de atenção básica à saúde.

 

Palestrantes:

 

Professor Francisco Funcia - professor livre-docente de economia na Universidade Munic. de São Caetano do Sul-USCS, Consultor da COFIN/CNS e da Fundação Getulio Vargas-FGV Projeto.

 

Maria do Socorro de Souza - Presidente do Conselho Nacional de Saúde

 

Ronald Ferreira dos Santos - Presidente da Fenafar

 

Marco Aurélio Pereira – Coordenador do Prog. Farmácia Popular do Brasil – e Ex-Presidente do Sind. dos Farm. do Est. de São Paulo.

 

Moderador: Alexandre Henrique Magalhães - Presidente do CRF-MT e Dir. Reg. Centro-Oeste da Fenafar.

 

13h30 às 14h30 - Almoço

 

14h30 - Apresentação do Resultado Final dos 19 Encontros Estaduais de Farmacêuticos Preparatórios a 15ª CNS

 

Expositora: Silvana Nair Leite - Presidente da Escola Nacional dos Farmacêuticos

 

15h10 às 19h - Grupos de Trabalho

 

19h10 - Jantar

 

08 de Agosto de 2015 (Sábado)

 

08h30 - Inicio da Plenária Final

 

12h às 13h - Almoço

 

09h às 12h - Processo Eleitoral

 

16h Proclamação do Resultado Eleitoral

 

17h - Posse da Nova Diretoria Eleita

 

18h - Encerramento

 

21h - Festa de Posse da Diretoria da Fenafar e 30 anos do Sinfar/MT  

8 cong mesa 1
O 8º Congresso da Fenafar começou com uma reflexão profunda do cenário político nacional e internacional, e o papel do trabalho no enfrentamento da crise política e econômica.


 

por Renata Mielli, de Cuiabá

 

Os convidados para debater o tema foram o jornalista Altamiro Borges, presidente do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, a professora Madalena Guasco, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimento de Ensino – Contee e o dentista Mauro Rubem, presidente da Central Única dos Trabalhadores de Goiás. O vice-presidente da Fenafar, Rilke Novato coordenaou o debate.

 

A partir de abordagens distintas sobre o atual cenário político, um consenso fundamental ficou explícito e condicionou, de certo modo, todas as análises: a de que “o quadro é de muitas incertezas e tensão no mundo, na América Latina e no Brasil. Vivemos um momento de mais dúvidas que certezas, daí a importância de parar e refletir', afirmou Altamiro Borges no início de sua intervenção.

 

Miro, que foi o primeiro a falar, foi taxativo ao dizer que diante deste quadro é imperativo “mudar os nossos hábitos e posturas dentro do movimento sindical e lutar muito mais. Quem estiver na mesmice, do dia após o outro, tem que parar. O quadro não está fácil. É preciso revolucionar as práticas”.

 

publico mesa 1

Crise sistêmica e prolongada

 

Ao descrever a grave situação econômica internacional, o jornalista destacou que se trata de uma crise sistêmica do capitalismo, de longa duração, que atinge o conjunto dos países, não apenas os periféricos, mas os pólos dinâmicos do sistema, como Japão, Estados Unidos, e a Europa. Ele destacou que uma das principais consequências da crise é o ataque aos direitos sociais e trabalhistas. Para ilustrar esse ataque, Miro citou os índices históricos de arrocho salarial e de desemprego nos EUA, e o corte linear de salários da Grécia da ordem de 25%, o mesmo ocorrendo na Espanha, Itália e Alemanha.

 

Neste cenário se deu um fenômeno chamado por muitos economistas de “desenvolvimento combinado e desigual do capitalismo – enquanto algumas potências entraram em declínio, países emergiram, com destaque para os que compõem os BRIC's, grupo que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Esses países cresceram em taxas econômicas razoáveis, chegamos a ter no Brasil um PIB de 7,4%. Eles se articularam, criaram um Banco, e tomaram iniciativas para aumentar a sua integração, mas agora também são atingidos pela crise”, alertou Miro.

 

Ele explicou que para escapar da crise, esses países adotaram políticas anticíclicas – medidas para estimular o mercado interno – como a administração de preços de energia, petróleo; desoneração de impostos – 56 setores da economia tiveram seus impostos reduzidos. Medidas que na crise podem manter a economia em funcionamento. “Só que isso cobrou o seu preço e gerou problemas fiscais. Se a crise fosse rápida daria para navegar – mas como a crise é prolongada o governo precisou adotar medidas de ajustes, que acabaram recaindo para os trabalhadores”, disse.

 

 

O ovo da serpente fascista choca

 

8 congresso mesa 1 MiroEsse quadro econômico, de acordo com Altamiro, “gera manifestações políticas. Citando Gramsci, o velho não morreu e o novo ainda não se consolidou. Nestes períodos históricos algumas coisas assustadoras aparecem. Estamos vivendo extremos. Na Europa reaparece o neofacismo, manifestações de preconceito anti-imigrantes, porque os imigrantes estão atrapalhando o seu emprego. Ou seja, o ovo da serpente fascista choca. Nós estamos vendo isso em vários países da Europa, nos EUA, e também na América Latina. Ao mesmo tempo, há a resistência a esta ofensiva do capital, com explosão de revoltas sociais que se consolidaram como alternativas de poder, como o Podemos na Espanha e o Syriza na Grécia”.

 

“Mesmo neste cenário de alternativa a vida não tá fácil.... O Syriza ganhou a eleição na Grécia e vem a Troika e impõe um acordo de austeridade fiscal. Para se contrapor o governo faz um plebiscito que rejeita o pacote de austeridade. Ai, vem a Merkel [presidenta da Alemanha] e vai para cima da Grécia, gerando um estado de líquidez na economia grega, com os bancos fechando. É a chantagem do capital, é a ditadura dos banqueiros. Mesmo com apoio popular, com um plebiscito dizendo não à austeridade, diante da chantagem econômica o governo se viu obrigado a ir para a televisão e dizer que não dá para resistir e que precisa assinar um acordo. A Grécia está vendendo ilhas, patrimônio físico, estuda a venda do Paternon”, informou Miro.

 

Integração irrita a elite e o imperialismo

 

A professora Madalena Guasco destacou, como a política de integração latino-americana feita pelos governos “irritou” a elite brasileira e os Estados Unidos. “A aproximação do Brasil dos países aqui da América Latina, com o fortalecimento do Mercosul, com troca de elementos de desenvolvimento de um país para outro, isso irritou o imperialismo norte-americano que não tem interesse em que a América Latina se fortaleça como região e atue com soberania. Irritou também uma elite brasileira que odeia o fato de sermos latino-americanos e de não sermos europeus. Irrita porque essa política de desenvolvimento social interno, usando o Estado como indutor, trouxe direitos sociais que sempre foram negados historicamente no Brasil e nos países vizinhos. Isso irrita a elite brasileira e internacional”.

 

E no Brasil o impacto também é profundo

 

Altamiro Borges também se referiu ao cenário político nacional. Para ele, “a eleição de 2014 mostrou o esgotamento de um ciclo político no país – iniciado com a vitória de Lula – que mudou a linha de atuação do país sem ruptura, fazendo um condomínio de classes, no qual o Lula era o síndico. Uma projeto que estimulou o mercado interno, enfrentou a miséria, estabeleceu relações mais democráticas com o movimento social, uma política externa mais ativa e altiva, e que nesta onda de crescimento da economia permitiu que se atacassem gravíssimos problemas sociais. Foram incluídas 19 milhões de pessoas no mercado de trabalho, foi dado o direito às pessoas terem refeição, chegou energia elétrica em várias cidades que viviam de lampião, tudo isso foi uma pequena revolução. O resultado apertadíssmo da eleição, mostrou que o voto foi para evitar um retrocesso na eleição presidencial, mas no Congresso Nacional tomamos um tombo. Parlamentares importantíssimos não foram eleitos. O PT que tinha eleito 94 deputados em 2010, elegeu 50. Em compensação cresceram a bancada da bala, a bancada evangélica e a a bancada do agronegócio. A direita cresceu, a ponto de eleger para a presidência da Câmara dos Deputados, um lobista chamado Eduardo Cunha, que defende o dia do orgulho hetéro, a redução da maioridade penal, um representante da direita orgânica no Brasil”.

 

Na sua avaliação, “não estamos vivendo no Brasil apenas uma retomada das ideias neoliberais de desmonte do trabalho, do Estado e da Nação, estamos vivendo uma retomada da onda neofacista. Mas isso teve início a mais tempo e que agora ganhou mais peso na sociedade”.

 

Mídia como simulacro

 

Os palestrantes também fizeram uma crítica profunda à mídia brasileira, que segundo Miro “é o principal partido da direita brasileira. A mídia é a grande força oposicionista, ela que agenda a política e faz a cabeça de milhões de pessoas, porque a mídia são empresas privadas que têm interesses econômicos e políticos.

 

8 cong mesa 1 madalenaMadalena destacou que a mídia atua como simulacro. “Nenhuma mídia consegue fazer simulacro sem base real. O que a mídia faz é não relacionar A com B nas notícias que dá. A mídia não se coloca contra a corrupção, ela se coloca contra a corrupção da Petrobras e do PT. Corrupção tem em todos as esferas da sociedade brasileira. Se eles fizessem a luta contra a corrupção eles teriam questionado o fato de o Congresso Nacional ter votado uma reforma política que manteve o financiamento privado de campanha, a principal base da corrupção na política. Eles lutam para minar, sangrar o governo. As explicações são muito rápidas. E nós temos dificuldade de travar esse debate no campo das ideias”.

 

No Brasil a crise é política e econômica

 

“Muitos estão polemizando se o Brasil está vivendo uma crise política ou uma crise econômica. Nós estamos vivemos uma crise política e econômica dialeticamente relacionadas”, afirmou a professora Madalena Guasco.

 

Madalena ressaltou também que é importante reconhecer que uma parte da crise política e econômica é fruto de erros cometidos pelo governo. “A medida que o governo tomou para enfrentar a crise econômica é a pior, porque vai levar a recessão e ao desemprego. O governo também tem dificuldade de articular a sua base e de conversar com o movimento social. Aquela atitude que o governo Lula tinha de conversar com os movimentos sociais foi abandonada. O movimento sindical nacional ficou sabendo das medidas impopulares pelo noticiário e isso traz um problema político, porque fortalece justamente as forças conservadoras e ai nós ficamos numa defensiva”.

 

8 cong mesa 1 mauro ruben 1Para o presidente da CUT-GO, Mauro Ruben, é fundamental analisar os erros que foram cometidos neste período. “Não podíamos esperar que o governo fizesse o papel dos movimentos sociais, mas esperávamos que o governo tivesse cumprido melhor o seu papel de fazer uma debate político na sociedade. Não construímos um núcleo, um pensamento crítico. Nós criamos uma grande massa de incluídos”, mas para ele foi um erro não ter discutido com a sociedade o sentido destes programas, colocando-os como “programas republicanos, ignorando a luta de classes”.

 

A presidente da Contee alertou para um problema que precisa ser considerado quando avaliamos a atuação do movimento sindical nesta conjuntura. Na sua avaliação, estamos vivendo um umomento de defensiva, “mas a defensiva que vivemos hoje é diferente da defensiva que viviámos na época do FHC. Aquela era uma defensiva no contexto de resistência à aplicação de um projeto neoliberal. Hoje nós estamos na defensiva numa crise mundial do capitalismo e contra uma crise econômica no âmbito de um projeto que nós ajudamos a construir, é uma defensiva de outra qualidade. Porque se não soubermos nos colocar neste debate vamos deixar o capital ganhar, de outro lado também não podemos fazer coro com os setores golpistas”.

 

O que fazer?

 

Diante desta crise, de um quadro de incertezas, o que fazer? Como retomar o crescimento? Para a professora Madalena Guasco “temos que estabelecer um diálogo de como ser protagonistas e ao mesmo tempo ter clareza de que não podemos ser objeto de ação da direita e dos facistas. Não é uma situação fácil. Temos que ser protagonistas na hora de ir para a rua, mas temos que ter voz para falar. Nós vamos ser ouvidos como se todas as medidas para enfrentar a crise são recessivas e para retirar direitos dos trabalhadores?”, pergunta.

 

E ela mesma procura responder dizendo que só tem uma clareza; “temos que defender o que eles querem nos tirar, que é a nossa soberania, temos que defender a Petrobras. Temos que impedir que eles coloquem o Brasil dentro da abertura da OMC, acabando com o papel do Estado. Temos que defender o SUS, que eles querem privatizar, a Educação Pública, que eles querem privatizar. Então, apesar das críticas que eu tenho a atual condução política, a forma de enfrentamento da crise econômica, eu não tenho outra saída a não ser ir para a rua contra o golpe, em defesa do Estado de Direito, em defesa da democracia e por mais direitos”.

 

Para o presidente da CUT, é o momento de sair às ruas e o próximo encontro marcado é o dia 20 de agosto, por mais direitos e em defesa da democracia.

Na avaliação de Altamiro Borges, os setores da direita estão dividos entre duas tendências, uma que defende o impeachment e outra que quer manter um processo de desistabilização e engessamento da Dilma e o desgaste da esquerda e de outras lideranças, como Lula. “Seja um ou outro cenário, estamos correndo risco de um grande retrocesso. Diante disso, temos que ter uma atividade muito radical, sair da mesmice, não dá para achar que está tudo bem e que eu vou tocando a vida do sindicato. Se houver uma onda regressiva o seu sindicato acabou. A mentalidade só da luta econômica, só da luta da categoria, de só cuidar da máquina do sindicato, essa mentalidade não serve para este momento. Este momento exige muita coragem para enfrentar o debate de ideias, exige colocar o trabalhador nas ruas contra a direita e por avanços nos direitos”, concluiu Miro.

 

Publicado em 06/08/2015

Sábado, 12 Dezembro 2015 20:56

Video: 8º Congresso na visão dos Estados

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Assista aos depoimentos de representantes dos 24 estados brasileiros que estiveram presentes no 8º Congresso da Fenafar.


 Presidentes dos sindicatos do Minas Gerais, Espírito Santo, Goiás e Mato Grosso

 

Presidentes dos sindicatos do Ceará, Segipe e Rio Grande do Norte

 

Representantes do Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal

 

Representantes de Rondônia, Alagoas e Mato Grosso do Sul

 

Presidentes dos sindicatos do Bahia e Piauí

 

Presidentes dos sindicatos do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná 

 

Presidentes dos sindicatos do Maranhão, Pernambuco e Paraíba.

 

Presidentes dos Sindicatos da Região Norte (Amazonas, Roraima e Acre).

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O 8º Congresso da Fenafar teve um debate específico sobre Trabalho e Educação - O trabalho como centro no processo de Formação profissional. A presidente da Escola Nacional dos Farmacêuticos, Silvana Nair Leite, apresentou dados que constam do Caderno de Debates do 8º Congresso sobre o tema e disse que "certamente todo esse cenário apresentado impõe grandes desafios".

 


 

colaborou Luiz Perlato, jornalista do CRF-MT

 

O coordenador nacional da Associação Brasileira de Ensino Farmacêutico (ABEF), Paulo Arraes, foi o primeiro palestrante. Ele destacou que a atuação de um profissional está intrinsicamente relacionada com a sua formação, e que as mudanças no sentido de se melhorar a formação curricular é um desafio e, acima de tudo, um compromisso que os profissionais farmacêuticos têm com a sociedade.

 

"Qual o farmacêutico do Século XXI que nós queremos para atuar na saúde pública, em prol do cuidado integral à saúde do indivíduo, da família e da comunidade? As diretrizes curriculares devem promover uma melhor formação do farmacêutico. As universidades devem se abrir mais ao diálogo, e os sindicatos são importantes nesse processo", pontuou o palestrante.

 

Em sua fala, ele fez um histórico da atuação do farmacêutico, mostrando a tragetória da profissão farmacêutica no Brasil, e destacou que o farmacêutico do Século XXI encontra dificuldades. "Com a reforma sanitária e a instituição do SUS, a gente percebeu um novo horizonte para o farmacêutico, com a possibilidade de uma nova identidade, mas o profissional muitas vezes não tem o preparo necessário para essas práticas profissionais, porque simplesmente ele não teve a oportunidade de aprender como fazer isso, e então a Associação Brasileira de Educação Farmacêutica e outras entidades têm promovido ações para atacar estas questões".

 

Entre os pontos críticos das políticas educacionais, Paulo Arrais citou a abertura excessiva de cursos e a sua distribuição inadequada pelo país, a dificuldade de harmonização da formação e limitação das políticas integrativas. Mencionou, também, a formação essencialmente tecnicista, as dificuldades de execução de uma matriz curricular, e do currículo, a falta de interação entre a teoria e a prática, além da precarização dos recursos humanos.

 

A questão da metodologia de ensino, por exemplo, necessita, segundo ele, de uma reavaliação. Falta capacitação profissional para a docência e, ao mesmo tempo, existe um excessivo número de alunos por turmas, além de outros problemas.

 

"Se somarmos todas essas dificuldades apontadas, e levando em conta também os vários problemas brasileiros, a gente já vai pensando um pouco na condição do farmacêutico atual e sua formação. Precisamos de uma formação com qualidade. Temos que preparar o profissional farmacêutico para o desempenho das atividades voltadas para a saúde", assinalou ele.

 

Segundo Arrais, também é preciso divulgar mais o papel do farmacêutico, para que a sociedade o valorize mais e, para isso, os profissionais devem buscar mais espaço na mídia.

 

Perspectivas

 

Para o diretor de Gestão da Educação em Saúde do Ministério da Saúde, Alexandre Medeiro, algo muito importante para o profissional farmacêutico é ter consciência das perspectivas. Em sua palestra, ele falou sobre os desafios para a saúde no Brasil e destacou que o conhecimento das perspectivas é uma forma de melhorar as condições de trabalho.

 

Um dos fatores relevantes, segundo ele, é o processo de envelhecimento. "A sociedade precisa se preparar para isso, e, dentro da perspectiva do farmacêutico, o profissional tem que estar preparado para trabalhar levando em consideração as mudanças no perfil etário da população", pontuou ele.

Além disso, o palestrante mencionou os problemas quanto às doenças infecciosas e os desafios para a educação na saúde. Para um reflexo imediato, segundo ele, é preciso sobretudo melhorar as condições de trabalho do profissional farmacêutico. "Para se ter uma educação de qualidade é preciso integrar o mundo do trabalho ao mundo da educação", recomendou Alexandre.

 

Transformações

 

Em sua fala, a pesquisadora e professora do Departamento de Saúde Coletiva e do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da UNB Magda Scherer destacou que a primeira questão que precisa ser estudada é o trabalho. O que está mudando, que impacto as transformações tecnológicas vão ter na formação profissional, o que é preciso conhecer e quem participa do processo, bem como que formação desenvolver. Fazendo isso, segundo ela, é possível compreender o trabalho para transformá-lo.

 

"Como o trabalho produz a sociedade em que vivemos? O trabalho é produto da história e está em constante transformação", observou a professora, acrescentando que os conhecimentos e as relações sociais foram construídos ao longo da história, e que os saberes acumulados e transformados em normas de vida são uma conquista da humanidade.

 

A palestrante também frisou que o trabalho é produto da sociedade, e que a tentativa de padronizar tudo acabou fracassando, estabelecendo um rompimento da unidade entre concepção e execução. No campo farmacêutico do Sistema Único de Saúde (SUS), em que o produto é a assistência farmacêutica, ela disse que as diferenças em relação a outras categorias são grandes.

 

Busca de respostas

 

Dilemas, crises, sofrimentos, impasses relacionados às condições e formas de gestão de trabalho. O que acontece que os trabalhadores estão adoecendo? Na avaliação da professora Magda, estudos minuciosos detectaram que há uma grande distância entre o que é prescrito e aquilo que é efetivamente realizado. No trabalho há um entrecruzamento entre normas e valores construídos no âmbito macro e micro da vida, em confronto com a experiência de vida dos indivíduos e coletivos, na relação dialética com o meio, tudo ancorado num campo histórico e social.

 

"Tentar aprisionar as pessoas, fazer exatamente o que está prescrito, é algo impossível e não vivível. O tempo inteiro na busca de eficácia, a gente renormaliza protocolos. A distância entre o prescrito e o real pode levar a uma redefinição de protocolos importante para o trabalhador. No caso do farmacêutico, ficar exatamente no que é prescrito é impossível, porque o profissional se anula. Quanto o trabalho nos engaja e quanto ele nos custa?", colocou a sanitarista.

 

Conhecer o trabalho, segundo ela, requer conhecer os sujeitos e o contexto do trabalho. "Deve-se ouvir o outro e respeitar as diferenças, e a partir das experiências individuais e coletivas, é preciso pensar em novas alternativas."Trabalhar é gerir o conteúdo da distância entre o prescrito e o realizado, continuamente renovados", concluiu a sanitarista.

 

Durante o debate, que contou com a participação de vários farmacêuticos e estudantes presentes no Congresso, algumas preocupações foram levantadas, entre as quais como garantir maior interação entre o movimento sindical e os trabalhadores farmacêuticos com as organizações e os setores acadêmicos que estão discutindo as diretrizes curriculares para os cursos de farmácia. Também, foi bastante enfatizado a necessidade de se realçar o farmacêutico como profissional do medicamento, que atua em toda a cadeia do medicamento.

 

Publicado em 06/08/2015

8 cong solenidade capa
A solenidade de abertura do 8º Congresso da Fenafar foi uma marca da representatividade e do respeito político que a entidade acumulou nestes 40 anos de existência. A atuação em defesa da categoria, a luta incessante em defesa da saúde público, que se desdobra da defesa do Sistema Único de Saúde, e a luta em defesa da soberania nacional e da democracia tornaram a Fenafar uma referência de todo o movimento farmacêutico e sindical no Brasil.

 


 

por Renata Mielli, de Cuibá

 

No salão lotado, com a presença de representantes de 24 estados, as entidades anfitriãs dos eventos (Federação Nacional dos Farmacêuticos, Escola Nacional dos Farmacêuticos, Sindicato dos Farmacêuticos do Estado do Mato Grosso e o Conselho Regional de Farmácia do Mato Grosso receberam para o ato o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores Universitários regulamentados, Murilo Celso de Campos Pinheiro, Esdras Daniel dos Santos Pereira, representando a Secretaria da Gestão Participativa do ministério da Saúde, Marco Aurélio Pereira, representando o Departamento de Assistência Farmacêutica do Ministério da Saúde, Margarethe Gomes Chaves, representando o Secretário de Saúde do Estado de Mato Grosso e vice-presidente do do CONAS Centro-Oeste, Altamiro José dos Santos representando o Conselho Federal de Farmácia, José Ribeiro, consultor da Organização Internacional do Trabalho – OIT, Ademir Valério da Silva, da Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais (Anfarmag), Luciano Soares, representando a Associação Brasileira do Ensino Farmacêutico (ABEF), Nara Teixeira, presidente da CTB de Mato Grosso, João Luis Dourado, presidente da CUT-MT, Cristiane de Oliveira Rodrigues - Coordenadoria de Assistência Farmacêutica de Cuiabá.

 

Todos os presentes fizeram breves saudações destacando o papel fundamental da Fenafar para avanços obtidos recentemente pela categoria como a aprovação da Lei 13.021, a atuação decisiva para aprovação de outros projetos fundamentais para a categoria como o PLS 4135/2012, que torna obrigatória a presença do farmacêutico SUS.

 

O presidente do Conselho Regional de Farmácia/MT e Diretor Regional Centro-Oeste da Fenafar, Alexandre Henrique Magalhães, saudou a presença de todos os participantes “que estão discutindo conjuntura, os desafios da profissão, a defesa da saúde e da Assistência Farmacêutica, contribuindo para fortalecer as lutas da nossa categoria, para que o medicamento deixe de ser tratado como mercadoria, ele tem que ser tratado como um insumo de saúde e com o farmacêutico na frente deste processo para que no seu trabalho o ele possa cuidar bem das pessoas”. Ele destacou que “pela primeira vez aqui no Mato Grosso temos um evento com tamanha representatividade”.

 

Wille Calazans, presidente do Sindicato dos Farmacêuticos do Mato Grosso, falou da importância de “estarmos reunidos aqui entre farmacêuticos” para debater e reforçar a unidade da categoria para lutar em defesa da profissão, e destacou o papel da Fenafar. “A luta pela aprovação da Lei 13.021 foi muito grande e a Fenafar esteve com todos nós. E foi através da nossa união que conseguimos e hoje podemos dizer que temos uma farmácia como estabelecimento de Saúde”.

 

Formulação de políticas públicas

 

A presidente da Escola Nacional dos Farmacêuticos, Silvana Nair Leite, sublinhou que a solenidade de abertura do 8º Congresso da Fenafar, do 7º Simpósio Nacional de Assistência Farmacêutica e do 5º Encontro dos Farmacêuticos no Controle Social “mostra a representatividade do nosso evento e como temos construido nossas ações coletivamente”.

 

Ao destacar a missão da Escola, Silvana falou da importância de se “construir essa ideia, de termos essa instituição que se preocupa com a qualificação do farmacêutico não só técnicamente, mas para contribuir com a formulação de políticas públicas”. Neste processo, os vários seminários e outras atividades desenvolvidas deram vida a este projeto, “contribuindo para a construção e avaliação de uma política fundamental para a nossa categoria, que é a Política Nacional de Assistência Farmacêutica”, e destacou a realização das oficinas de avaliação da PNAF que contou com a participação expressiva de farmacêuticos e de outros atores sociais em 2014, e agora, em 2015, a realização de 19 encontros estaduais de farmacêuticos preparatórios para a 15ª Conferência Nacional de Saúde, “onde os farmacêuticos participaram efetivamente para preparar a sua intervenção na Conferência”.

 

Atuação em prol da categoria

 

Ronald Ferreira dos Santos, presidente da Fenafar, fez a fala de encerramento da solenidade. Ao cumprimentar cada um dos membros da mesa, Ronald foi resgatando a atuação mais recente da Fenafar, no controle social, na luta contra a entrada do capital estrangeiro na saúde, no movimento Saúde + 10, a sua participação no debate da educação farmacêutica, a maior integração da Fenafar na agenda do trabalho decente, a defesa do profissional liberal.

 

O presidente da Fenafar também trouxe aos delegados uma informação importante para a categoria. Depois de tramitar por três legislaturas, o projeto de lei que reduz a jornada de trabalho do farmacêutico para 30 horas semanais, foi arquivado definitivamente no Senado Federal em março. “Mas hoje, no mesmo dia da abertura do nosso Congresso, tivemos uma notícia muito importante para a luta por melhores condições de trabalho para a nossa categoria e para a nossa valorização profissional. Hoje, 6 de agosto, a senadora Vanessa Graziottin (PCdoB-AM) reapresentou nosso projeto no Senado, e agora ele tramita como PL 513/2015”.

 

Honra, verdade e coragem para defender a democracia

 

Refletindo um pouco do que foi o debate ao longo do primeiro dia do Congresso, o presidente da Fenafar fez uma breve reflexão sobre “a nossa responsabilidade neste momento que estamos vivendo hoje no Brasil e no mundo. A humanidade enterrou há 70 anos o projeto de uma força política que se alimenta do preconceito, da lei da força e não da força da lei”, afirmou se referindo ao fascismo de Hitler. Mas, alertou, “esse pensamento, essa ideologia, ressurge hoje de forma assustadora. Por isso, esse cuidar bem das pessoas, presente no slogan do nosso Congresso, por isso resgatar a solidariedade, a centralidade do trabalho, temas que estão no centro dos debates do nosso 8º Congresso”.

 

Ronald dos Santos finalizou referindo-se ao presidente boliviano, Evo Morales. “Um índio que se baseia em três valores que me inspiram – ser honrado, não mentir e não ser frouxo. Os três princípios da tribo Aimará. É disso que precisamos para enfrentar a turbulência que estamos atravessando. Não podemos fazer concessão à intolerância, ao ódio e ao preconceito. Temos que sair daqui com essa mensagem, voltar para nossos estados e ir para as ruas para enfrentar essa luta! E nosso encontro nas ruas é no próximo dia 20 de agosto!”.

 

Publicado em 07/08/2015

Sábado, 12 Dezembro 2015 20:54

8º Congresso: resumo do 1º dia

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Assista ao vídeo com um breve resumo do que aconteceu no primeiro dia do Congresso da Fenafar.


 

 

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Diante da crise é preciso revolucionar as práticas

 

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Da redação
Publicado em 07/08/2015

 
 
 
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